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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

domingo, 26 de outubro de 2014

Brasil 2014: uma pesquisa restrita, uma amostra significativa

Um amigo e colega de carreira fezuma consulta particular, uma mini-pesquisa eleitoral entre amigos. Recebeu poucas respostas, mas ficou frustrado sobretudo pelos "resultados" tabulados. 
Ele escreveu o que segue, em itálico. Mais abaixo o que eu lhe respondi. 
Paulo Roberto de Almeida 

Date: 2014-10-26 10:13 GMT+06:30
Subject: Resultado
To: Xxxxx


Amigos,
Começo falido como pesquisador de opinião. Apenas 9 amigos responderam.
 
O resultado é difícil de aceitar. 
 
Aécio: 2
Dilma: 7

O curioso é que dos sete que acreditam que Dilma vai ganhar, quatro lamentam isso profundamente. Apenas um(a) d(a)os outr(a)os três deixou claro achar que é isso que quer.

Eu próprio acredito que o Aécio vá ganhar. E não é (apenas) wishful thinking.
Abraços
[Nome]

[Nome], meu caro. Sua consulta não falhou. Ela oferece provavelmente um retrato em micro da sociedade brasileira atual, o que não deixa de ser preocupante, pelos resultados obtidos. Estaríamos condenados ao mesmo tipo de decadência que já vitimou outras sociedades em outras épocas e que ainda atinge a Argentina, por exemplo? Provavelmente sim, ainda que por outras vias e com outras características. E ouso afirmar isto mesmo na hipótese, talvez duvidosa, de vitória do Aécio. Nossas tendências estruturais, infelizmente, são fascistas, em sua essência, e isso significa o recuo da inteligência, simplesmente. 
Estou fazendo uma constatação, não expressando meu sentimento. Este é de apenas tristeza e também de consternação. 
O abraco do 
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Paulo R. de Almeida
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