O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

terça-feira, 31 de março de 2015

Petrolao:alo, alo TSE, nao vai mandar investigar?

!980: fundação do partido mais corrupto da história brasileira.
O que estão esperando os juízes do TSE para iniciar um processo de cassação do registro do Partido Totalitário? Já passou da hora. A corrupção foi oficial, com entrega a domicílio. Não foi só a mochila do tesoureiro Vaccari que levou a dinheirama da corrupção:

O doleiro Alberto Youssef, peça chave da Operação Lava Jato, reafirmou à Justiça Federal que entregou cerca de R$ 800 mil em dinheiro vivo para o tesoureiro do PT João Vaccari Neto – metade desse valor, segundo ele, na porta do diretório nacional do partido, localizado na Rua Silveira Martins, coração de São Paulo.
Em novo depoimento, agora nos autos do processo sobre operações ilícitas de câmbio realizadas pelo laboratório Labogen – empresa que ele tentou infiltrar no Ministério da Saúde na gestão do então ministro Alexandre Padilha (PT) -, o doleiro declarou que “a mando da Toshiba (Infraestrutura)” fez dois pagamentos para o tesoureiro do PT.
O dinheiro, segundo Youssef, teve origem em uma contratação para obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), entre 2009 e 2010. “O primeiro valor foi retirado no meu escritório da (rua) Renato Paes de Barros (São Paulo) pela cunhada dele (Vaccari)”, declarou Youssef, referindo-se à Marice Corrêa Lima, perante o juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações penais da Lava Jato. “Eu entreguei esse valor pessoalmente. O segundo valor foi entregue na porta do diretório do PT nacional pelo meu funcionário Rafael Ângulo para o funcionário da Toshiba para que ele pudesse entregar o valor para o Vaccari.”
O sr. sabe o nome do funcionário da Toshiba?, perguntou um advogado na audiência. “Piva”, respondeu o doleiro.
É a primeira vez que o doleiro relata esse episódio à Justiça. Anteriormente, em um depoimento prestado à força-tarefa da Lava Jato, Youssef havia declarado que uma parte da propina foi levada ao próprio tesoureiro em uma “sacola lacrada” em restaurante perto da Avenida Paulista.

No dia 3 de fevereiro, porém, perante a delegada da Polícia Federal Erika Mialik Marena e os procuradores da República Carlos Fernando Santos Lima e Januário Palludo, o doleiro prestou depoimento complementar no âmbito da delação premiada que firmou. Na ocasião, foi indagado a dar mais detalhes sobre “as operações financeiras em que destinou valores para João Vaccari Neto”.
“Houve dois pagamentos (para ele, Youssef) pela empresa Toshiba, por conta de um contrato que esta havia conseguido com a Petrobrás”, disse o doleiro. “Parte desses pagamentos deveria ser destinada ao Partido dos Trabalhadores. Um primeiro recebimento por um emissário do PT foi feito direto no meu escritório na Rua Renato Paes de Barros em São Paulo pela pessoa identificada como Marice, sendo que somente após a minha prisão na Operação Lava Jato vim a saber se tratar de cunhada de João Vaccari.”
Segundo ele, Marice Corrêa Lima “entrou pela garagem do prédio”.
“Quando da necessidade de efetuar um segundo pagamento por conta dos depósitos da Toshiba, a pessoa de Piva, representante da Toshiba com quem eu tratava, havia pedido para providenciar a entrega da parte do PT em um restaurante no qual (Piva) se encontraria com Vaccari. Então, Rafael Ângulo, meu empregado, foi designado para levar o dinheiro no restaurante.”
Youssef anotou que “posteriormente tomou conhecimento que no meio do caminho Rafael foi orientado a entregar o dinheiro diretamente na sede do PT em São Paulo, tendo entregue os valores na porte da sede do partido para Piva, que lá se encontrava”.
Na audiência desta terça feira, 31, na Justiça Federal do Paraná, Youssef reiterou sua versão sobre os dois pagamentos e os locais onde ocorreram, tendo Vaccari como destinatários. Um advogado indagou de Youssef qual era o papel dele no esquema de pagamento de propinas e favores a agentes públicos e políticos. “Eu era uma mera engrenagem, totalmente descartável. A partir do momento que não cumprisse com as obrigações, não recebesse e pagasse em tempo hábil os valores de maneira correta, no outro dia eu estava fora. Poderiam contratar qualquer outra pessoa para fazer esse trabalho.”
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por meio de seu advogado, o criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, repudia taxativamente as acusações. D’Urso tem reiterado que o tesoureiro só arrecadou quantias declaradas à Justiça eleitoral. O criminalista rechaça o valor dos depoimentos prestados em regime de delação premiada. Segundo D’Urso, os delatores “não dizem a verdade”.
O PT tem reafirmado que todos recursos arrecadados têm origem lícita. A Toshiba nega pagamento de propinas a políticos.(Fausto Macedo, Estadão).

Stalin Sem Gulag: Home Sweet Home (Papuda)

There is no place like home, such a cozy place...
O velho líder estudantil dos anos 60 virou caco mesmo. Entrou num redemoinho sem saída. Articulador do mensalão, envolvido até o pescoço no petrolão, ainda por cima omitiu pagamentos de clientes de sua, hum, "consultoria". Mais dia, menos dia, volta para a Papuda:


O ex-ministro José Dirceu omitiu pagamentos de clientes de sua consultoria nos documentos que entregou à Justiça Federal. O Ministério Público Federal destacou em parecer protocolado na 13ª Vara Federal do Paraná nesta terça-feira que, "pela análise dos documentos juntados, é possível verificar supostas inconsistências entre as condições contratuais de prazo, pagamento e dados bancários".

Na manifestação ao juiz Sérgio Moro, os procuradores da República destacaram as divergências entre o que passou pelas contas bancárias da consultoria de Dirceu, a JD Assessoria, e os contratos entregues pelo ex-ministro à Justiça Federal. Foi examinada superficialmente a situação das empreiteiras acusadas de pagar propina por contratos da Petrobras. Pela análise, os contratos previam pagamentos bem inferiores ao que foi efetivamente desembolsado para o ex-ministro.

Dirceu é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal pela suspeita de ter recebido parte da propina distribuída por empreiteiras em troca de facilidades em contratos com a Petrobras. Como mostrou reportagem do site de VEJA, o petista faturou pelo menos 8 milhões de reais por serviços de consultoria prestados a empresas do clube do bilhão.

A defesa de Dirceu apresentou contrato com a Galvão Engenharia para prestação de serviços de "consultoria e assessoramento comercial", assinado em 25 de junho de 2009, segundo o qual ele teria faturamento bruto de 300.000 reais. Mas, de acordo com a análise da movimentação bancária da empresa do ex-ministro, foram pagos 703.875 reais. O contrato com Dirceu foi assinado exatamente uma semana depois de a Petrobras iniciar licitação de obra da Refinaria de Paulínea (Replan), pela qual a Galvão Engenharia foi contratada por 568 milhões de reais e fez o pagamento de propina equivalente a, no mínimo, 1% do valor do contrato, como já denunciado em ação penal contra executivos da empresa.

Também houve divergência entre a movimentação bancária e o valor previsto no contrato apresentado por Dirceu sobre serviços de "assessoria jurídica internacional" para a Engevix Engenharia. O documento entregue à Justiça previa o pagamento total de 300.000 reais. Mas a análise dos dados bancários mostra que a Engevix pagou 900.960 reais para a empresa do ex-ministro. (Veja.com).

1984-1964: o balanco de 20 anos de regime militar pelo jornal O Globo - Roberto Marinho

Reflexão Histórica

Julgamento da Revolução
Editorial de autoria do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal “O Globo”, edição de 07 de outubro de 1984

"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”.

Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes em nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente. Temos permanecido fiéis aos seus objetivos, embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, "por exigência irrefutável do povo brasileiro". Sem o povo não haveria a revolução, mas apenas um "pronunciamento" ou "golpe" com o qual não estaríamos solidários.

O Globo, desde a Aliança Liberal, quando lutou contra os vícios políticos da Primeira República, vem pugnado por uma autêntica democracia e progresso econômico e social do país. Em 1964, teria de unir-se aos companheiros jornalistas de jornadas anteriores, aos "tenentes e bacharéis" que se mantinham coerentes com as tradições e os ideais de 1930, aos expedicionários da FEB que ocupavam a Chefia das Forças Armadas, aos quais sob a pressão de grandes marchas populares, mudando o curso de nossa história.

Acompanhamos esse esforço de renovação em todas as suas fases. No período de ordenação de nossa economia, que se encerrou 1977. Nos meses dramáticos de 1968 em que a identificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5. Na expansão econômica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10%. Assinale-se que, naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decrescera de 96% para 12% ao ano, elevando-se as exportações anuais de 1 bilhão e 300 mil dólares para mais de 12 bilhões de dólares. Na era do impacto da crise mundial do petróleo desencadeada em 1973 e repetida em 1979, a que se seguiram aumentos vertiginosos nas taxas de juros, impondo-nos uma sucessão de sacrifícios para superar a nossa dependência externa de energia, a deterioração dos preços dos nossos produtos de exportação e a desorganização do sistema financeiro internacional.

Essa conjunção de fatores que violaram a administração de nossas contas externas obrigou-nos a desvalorizações cambiais de emergência que teriam fatalmente de resultar na exacerbação do processo inflacionário. Nas respostas que a sociedade e o governo brasileiro deram a esses desafios, conseguindo no segundo decênio revolucionário que agora se completa, apesar das dificuldades, reduzir de 80% para menos de 40% a dependência externa na importação de energia, elevando a produção de petróleo de 175 mil para 500 mil barris diários e a de álcool de 680 milhões para 8 bilhões de litros, e simultaneamente aumentar a fabricação industrial em 85%, expandir a área plantada para produção de alimentos com 20 milhões de hectares a mais, criar 13 milhões de novos empregos, assegurar a presença de mais 10 milhões de estudantes nos bancos escolares, ampliar a população economicamente ativa de 29 milhões para 45 milhões, elevando as exportações anuais de 12 bilhões para 22 bilhões de dólares.

Volvendo os olhos para as realizações nacionais dos últimos vinte anos, há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964 éramos a quadragésima nona economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e uma renda per capita de 900 dólares; somos hoje a oitava, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2.500 dólares.

O Presidente Castelo Branco, em seu discurso de posse, anunciou que a revolução visava "a arrancada para o desenvolvimento econômico, pela elevação moral e política". Dessa maneira, acima do progresso material, delineava-se o objetivo supremo da preservação dos princípios éticos e do restabelecimento do estado de direito. Em 24 de junho de 1978, o presidente Geisel anunciou o fim dos atos de exceção, abrangendo o AI-5, o decreto-lei 477 e demais Atos Institucionais e com isso, restauravam-se as garantias da magistratura e o instituto do habeas-corpus. Cessava a competência do Presidente para decretar o fechamento do Congresso e a intervenção nos Estados, fora das determinações constitucionais. Perdia o Executivo as atribuições de suspender direitos políticos, cassar mandatos, demitir funcionários e reformar militares. Extinguiam-se as atividades da CGI (Comissão Geral de Inquérito) e o confisco sumário de bens. Desapareciam da legislação o banimento, a pena de morte, a prisão perpétua e a inelegibilidade perene dos cassados. Findava-se o período discricionário, significando que os anseios de liberalização que Castelo Branco e Costa e Silva manifestaram em diversas ocasiões e que Médice vislumbrou em seu primeiro pronunciamento finalmente se concretizavam.

Enquanto vários líderes oposicionistas pretenderam considerar aquelas medidas fundamentais como "mero paliativo", o então Deputado Tancredo Neves, líder do MDB na Câmara Federal, reconheceu que a determinação governamental "foi além do esperado". Ao assumir o Governo, o Presidente Figueiredo jurou dar continuidade ao processo de redemocratização. A concessão da anistia ampla e irrestrita, as eleições diretas para governadores dos Estados, e colaboração federal com os novos governos oposicionistas na defesa dos interesses maiores da coletividade, são demonstrações de que o presidente não falou em vão. Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, que um regime de força consolidado há mais de dez anos se tenha utilizado do seu próprio arbítrio para se autolimitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa.

É esse, indubitavelmente, o maior feito da revolução de 1964. Neste momento em que se desenvolve o processo da sucessão presidencial, exige-se coerência de todos os que têm a missão de preservar as conquistas econômicas e políticas dos últimos decênios. O caminho para o aperfeiçoamento das instituições é reto. Não admite desvios aéticos, nem afastamento do povo. Adotar outros rumos ou retroceder para atender a meras conveniências de facções ou assegurar a manutenção de privilégios seria trair a Revolução no seu ato final.

Academia.edu: geografia dos acessos a minha pagina -Paulo Roberto de Almeida


Academia.edu: estatísticas de acesso por países de origem

Apenas um exercício estatístico, sem maior significação substantiva para fins de conclusões sobre a geografia da minha pequena ONU visitadora no Academia.edu.
Do total de 34.401 visitações que recebi em minha página desde o início (até já esqueci quando foi, mas deve ter sido em torno de 2012), 21.400, ou seja, 62% do total, são de origem desconhecida, o que significa que foram feitas por instrumentos de busca, que provavelmente se dividem entre os dois primeiros países identificados, EUA e Brasil, cujos números, portanto, deveriam ser um pouco mais inflacionados. Nesse total geral, o Brasil ficaria, com 28% do total geral, mas aumentaria, se considerássemos apenas os identificados, quanto sua proporção subiria para 74% do total, e os EUA identificados ficariam com 4,9%.
Retirando os desconhecidos, teríamos apenas 13 mil acessos identificados.
Paulo Roberto de Almeida 

Em 30/03/2015

Country
30-Day Views
All-Time Views
Unknown
145
21,400
Brazil
1,214
9,671
United States
122
643
Portugal
52
312
France
27
303
United Kingdom
7
150
Mozambique
14
140
Argentina
8
126
Russian Federation
17
121
Belgium
18
120
Spain
8
106
Angola
5
97
Germany
10
85
Italy
4
69
Mexico
0
51
Canada
3
51
Australia
3
47
Uruguay
2
38
Ecuador
0
36
Switzerland
3
33
Netherlands
1
32
Indonesia
3
31
India
1
31
Turkey
1
30
Egypt
1
30
Korea, Republic of
0
29
Japan
0
28
Greece
1
27
Poland
1
27
Colombia
1
25
Peru
1
23
Senegal
3
16
Romania
0
16
Morocco
0
15
South Africa
0
15
China
1
13
Ukraine
0
13
Philippines
0
13
Thailand
0
13
Chile
1
12
Slovakia
0
12
Cape Verde
1
11
Pakistan
0
11
Malaysia
2
10
Dominican Republic
0
9
Algeria
0
9
Puerto Rico
0
9
Sweden
0
9
Lebanon
0
8
Côte D'Ivoire
1
8
Paraguay
2
8
Guatemala
0
8
Croatia
0
7
Hungary
1
7
Israel
0
7
Czech Republic
2
7
Ireland
0
7
Haiti
0
7
Finland
0
7
Zimbabwe
2
6
Viet Nam
0
6
Iran, Islamic Republic Of
0
6
Tunisia
1
6
Madagascar
1
6
Nigeria
2
6
Austria
0
6
Kenya
0
5
Norway
0
5
Serbia
0
4
Saudi Arabia
0
4
Hong Kong
0
4
Timor-Leste
0
4
Ethiopia
0
4
Bangladesh
0
4
Ghana
0
4
Luxembourg
0
4
Iraq
0
4
Oman
0
3
Slovenia
0
3
Unknown
0
3
Cameroon
0
3
Congo, The Democratic Republic Of The
0
3
Kazakhstan
0
3
Belize
0
3
Burundi
0
3
Singapore
1
3
Venezuela
0
3
Denmark
2
3
Trinidad and Tobago
1
2
Zambia
0
2
Tanzania
0
2
Costa Rica
0
2
Macedonia, the Former Yugoslav Republic Of
0
2
Taiwan
0
2
Mongolia
0
2
Martinique
0
2
Malta
0
2
Gabon
1
2
Guinea
1
2
Yemen
0
2
Bulgaria
0
2
New Zealand
0
2
Bahrain
0
2
Sudan
1
2
Kyrgyzstan
0
2
Bolivia
0
2
Kuwait
0
2
Sao Tome and Principe
0
2
Cuba
0
2
Réunion
0
1
Nepal
0
1
Namibia
0
1
Mali
0
1
Sri Lanka
0
1
Fiji
0
1
El Salvador
0
1
Togo
0
1
Estonia
0
1
Qatar
0
1
Armenia
0
1
Albania
0
1
Unknown
0
1
Saint Vincent And The Grenedines
0
1
Cyprus
1
1
Congo
1
1
Palestinian Territory, Occupied
1
1
French Guiana
1
1
Bosnia and Herzegovina
0
1