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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

sábado, 22 de outubro de 2016

Madame Pasadena e seu crime quase perfeito (OESP)

Ingênuos, incautos, true believers, coniventes, cúmplices, complacentes, companheiros em geral, sempre quiseram nos fazer acreditar que a compra dessa refinaria foi apenas um "mau negócio", algo assim como um acidente de gestão, um má surpresa num conjunto de grandes iniciativas destinadas a fazer da Petrobras uma companhia com presença verdadeiramente internacional (o que aliás ela já tinha).
Conhecedor da natureza criminosa, intrinsecamente mafiosa, como eu sabia, detectei ali, desde o começo, muito antes que as primeiras denúncias fossem feitas, o traçado de um crime quase perfeito, um excelente negócio, feito para gerar aquilo mesmo, centenas de milhares de dólares no exterior, para serem apropriados pelo partido totalitário e seus dirigentes.
Madame Pasadena pode não ter concebido a operação, mas foi totalmente conivente com ela, obediente como sempre foi ao chefão mafioso, que deu ordens para que fosse feito.
Paulo Roberto de Almeida 
 
O Estado de S.Paulo, exta-feira, 21 de outubro de 2016

Apuração sobre refinaria de Pasadena se aproxima de Dilma 

Coluna do Estadão
 
As investigações da Operação Lava Jato apontam que a presidente cassada Dilma Rousseff tinha conhecimento de irregularidades envolvendo a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobrás. Dilma participou da autorização do negócio na época em que presidia o Conselho de Administração da Petrobrás. Um dos investigadores mergulhados no caso garante que as alegações apresentadas pela petista “não param de pé”. Dilma diz que votou a favor da compra da refinaria porque recebeu “informações incompletas” sobre o contrato.
 
Três delatores já admitiram que a compra de Pasadena pela Petrobrás envolvia propina. E que receberam até US$ 1,5 milhão pelo negócio. São eles: o senador cassado Delcídio Amaral e os ex-diretores da petroleira Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró.
 
O negócio é considerado o pior da história da Petrobrás e gerou prejuízo de US$ 792,3 milhões aos cofres públicos.




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