O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Revista Historia e Economia - Universidade Autonoma de Lisboa: chamada para artigos

CHAMADA DE ARTIGOS REVISTA HISTÓRIA E ECONOMIA

A Revista interdisciplinar História e Economia é uma publicação semestral impressa do Instituto de História e Economia e da Universidade Autónoma de Lisboa. A proposta do Conselho, formado por professores da USP, UFF, UAL e outras importantes universidades, quando criou  a Revista, foi resgatar e incentivar uma parte da nossa pesquisa pouco privilegiada nos centros acadêmicos, como a História Comparativa, a História Econômica e a História Política. Receberemos artigos até o dia 31 de outubro de 2017. Os artigos serão publicados no v. 19, 2 º semestre de 2017.

Os artigos devem ter no mínimo 20 páginas e ser enviados para o e-mail revistahistoriaeconomia@gmail.com

As normas da revista são as seguintes: o artigo deve ter entre 20 e 40 páginas, letra 12, Times New Roman, espaçamento 1.5, resumo, abstract,  3-5 palavras-chave e uma bibliografia no final. As referências  devem estar no corpo do texto e não em nota de rodapé ex: (Ramos, 1990, 12)

 Publicamos somente textos originais, aceitando em casos especiais, a publicação simultânea em revista estrangeira. Recebemos artigos em português, inglês, espanhol ou francês.
 
Atenciosamente
Conselho Editorial da Revista História e Economia
André Villela (EPGE/FGV) 
 Antônio Penalves Rocha (USP) 
Carlos Eduardo Carvalho (PUC/SP) 
 Carlos Gabriel Guimarães (UFF) 
Felipe Pereira Loureiro (USP) 
Gail Triner (Rutgers University) 
Jaime Reis (ICS- Universidade de Lisboa) 
John Schulz (BBS) 
 John K. Thornton (Boston University) 
 Jonathan B. Wight (University of Richmond) 
José Luis Cardoso (ICS - Universidade de Lisboa) 
 Luiz Felipe de Alencastro (FGV;Sorbonne) 
 Mafalda Soares da Cunha (Universidade de Évora) 
 Marcos Cintra (Unicamp) 
Miguel Figueiroa de Faria (Universidade Autónoma de Lisboa) 
 Pedro Carvalho de Mello (ESALQ)
Pedro Lains (Universidade de Lisboa)
 Renato Leite Marcondes (USP/Ribeirão Preto) 
 Ricardo Feijó (USP/Ribeirão Preto) 
Rita Almico (UFF)
 Steven Topik (University of California Irvine) 
 Vitoria Saddi (INSPER)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Venezuela: o povo morre de fome; governo nao importa alimentos do Brasil (FSP)


Agronegócio brasileiro sofre com crise na Venezuela

Mauro Zafalon

Folha de S. Paulo,  21/09/2017  02h00

 

As relações comerciais entre Brasil e Venezuela estão virando pó. Tradicionais exportadores de produtos agropecuários para os venezuelanos, os brasileiros conseguiram receitas de apenas US$ 176 milhões com as exportações de janeiro a agosto deste ano para o país vizinho.
Há três anos, o valor das exportações era de US$ 2,9 bilhões nesse mesmo período, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
Responsáveis por 4% das receitas das exportações brasileiras do setor de agronegócio em 2014, os venezuelanos agora representam apenas 0,4%.
As estimativas econômicas indicam que as coisas vão piorar ainda mais para a Venezuela. Com isso, o setor de agronegócio brasileiro perde um mercado até então bastante rentável.
O país vizinho não tem mais fôlego para importações até de alimentos devido à grave crise econômica.
A atividade econômica deverá recuar 7% neste ano, com a inflação podendo superar 700%. O problema é que o país registra recuo do PIB há quatro anos, e a tendência é de continuidade da queda no próximo.
Sem renda e sem emprego, os venezuelanos devem conviver com uma inflação ainda maior no próximo ano.
Essa grave situação econômica prejudica o agronegócio brasileiro. Um dos setores mais afetados é o da exportação de gado em pé.
Em 2014, as receitas do Brasil com as exportações de animais vivos para a Venezuela somaram US$ 568 milhões. Neste ano, está em apenas US$ 2,9 milhões.
As carnes ainda são os principais produtos comprados pelos venezuelanas no país, mas em um patamar bem inferior ao dos anos recentes.
Neste ano, os gastos da Venezuela com compra de carnes caíram para US$ 53 milhões até agosto, bem abaixo do US$ 1,4 bilhão de igual período de 2014.
Sem reservas, a Venezuela também reduziu drasticamente as compras de açúcar, de leite e de cereais do Brasil.
O volume importado de cereais pela Venezuela caiu para apenas 42 mil toneladas neste ano, bem abaixo das 282 mil de três anos atrás.

Bandido politico condenado a 45 anos de prisao: primeira vez na historia do Brasil


Para o devido registro histórico: pela primeira vez na história do Brasil um bandido político é condenado a penas de prisão: Sergio Cabral condenado a 45 anos de reclusão.
Paulo Roberto de Almeida

“Bretas’ Condena Sérgio Cabral A 45 Anos De Prisão…E Faltam Mais 12 Processos Para Serem Julgados. Que Haja Justiça.
NBO, 21/09/2017

Na sentença do Juiz Marcelo Bretas, Cabral é descrito como “idealizador do gigante esquema criminoso institucionalizado no âmbito do Governo do Estado do Rio de Janeiro, era o chefe da organização, cabendo-lhe essencialmente solicitar propina às empreiteiras que desejavam contratar com o Estado do Rio de Janeiro, em especial a Andrade Gutierrez, e dirigir os demais membros da organização no sentido de promover a lavagem do dinheiro ilícito”.
   É acusado de desviar mais de R$ 200 milhões de contratos entre empresas e o governo do RJ na Operação Calicute. Segundo o MPF, 5% do valor de cada contrato ia para Cabral e 1% para a Secretaria Estadual de Obras – percentual conhecido como ‘taxa de oxigênio’. O ex-governador recebia das empreiteiras ‘mesadas’ entre R$ 200 mil e R$ 500 mil
   É acusado, na Operação Lava Jato, de receber propina das empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão. Segundo a Procuradoria, a verba foi desviada do contrato de terraplanagem nas obras do Comperj. O MPF diz que Cabral e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa organizaram pessoalmente o acerto dos pagamentos indevidos
   É acusado de receber propina para favorecer empreendimentos de Eike Batista na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato. Segundo a denúncia, ele recebeu R$ 16,5 milhões referentes a um contrato falso de intermediação da compra de uma mina de ouro
   É acusado de 184 crimes de lavagem de dinheiro, totalizando R$ 39 milhões movimentados por meio dos irmãos Marcelo e Renato Chebar. As denúncias são resultantes das operações Calicute e Eficiência. Os doleiros recebiam o dinheiro da corrupção em espécie e pagavam despesas pessoais de Cabral e de familiares e associados de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador
   É acusado de cometer 148 crimes de lavagem de dinheiro, totalizando mais de R$ 10 milhões. Segundo o MPF, o dinheiro foi lavado com a compra de sete imóveis em bairros nobres do Rio, carros de luxo, como um um Camaro 2SS conversível, avaliado em R$ 222,5 mil, e serviços de consultoria forjados. A denúncia foi elaborada a partir da Operação Calicute
   É acusado de chefiar um esquema de propina e lavagem de dinheiro que ocultou cerca de R$ 318 milhões no exterior de diferentes contratos do governo do Estado. Segundo o MPF, doleiros associados a Cabral enviaram US$ 85 milhões para fora do país e trouxeram US$ 3 milhões de propina por meio de offshores da Odebrecht. A denúncia é um desdobramento da Operação Eficiência
   É acusado de fraudar licitações e formar cartel para desviar recursos em obras do PAC das Favelas e da reforma do Maracanã, num total de mais de R$ 700 milhões desviados. A denúncia está baseada nas descobertas de duas grandes operações: a Saqueador e a Calicute
   É acusado de chefiar uma organização criminosa que fraudava contratos firmados pelo estado na área de saúde, nos quais cobrava 5% de propina. Segundo o MPF, foram desviados R$ 300 milhões do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into). A denúncia é baseada na Operação Fatura Exposta
   É acusado de ter recebido quase R$ 47 milhões da Carioca Engenharia em troca de fraudes em licitações e superfaturamento de obras públicas, como a reurbanização da Rocinha, a construção do Arco Metropolitano e a Linha 4 do Metrô. A denúncia é resultado das investigações das Operações Calicute, Eficiência e Tolypeutes
   É acusado de lavar R$ 1,7 milhão em propina da empreiteira FW Engenharia por meio de empresas de fachada. Um dos contratos firmados com a empresa, de R$ 35 milhões, teve por objeto a elaboração de projeto executivo e a execução de obras complementares de urbanização no Complexo de Manguinhos, no PAC das Favelas. A denúncia foi elaborada a partir de fatos apurados nas operações Calicute e Eficiência
   É acusado de lavar dinheiro de propina comprando joias em dinheiro e sem nota fiscal, num total de R$ 11 milhões. Segundo o MPF, Cabral comprou 41 joias na H.Stern e outras 55 na Antonio Bernardo, entre cordões e brincos. Apenas um par de brincos de ouro branco custou R$ 1,2 milhão
   É acusado de ter recebido pelo menos R$ 16,7 milhões em propina para favorecer as empresas Masan Serviços Especializados Ltda e Comercial Milano Brasil, que fornecem merenda escolar e alimentação para detentos no estado. As investigações são decorrentes da Operação Ratatouille

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Uniceub Direito: excelencia confirmada

Recebo a seguinte mensagem do coordenador, Marcelo Varella, dos programas de mestrado e doutorado em Direito do Uniceub, ao qual estou associado:

"Prezados colegas, o resultado da avaliação quadrienal foi publicado e foi confirmada nossa nota 5.
Nosso curso foi o segundo mais produtivo do país.
Alguns dados importantes para nossa estratégia de agora em diante:
"MUITO BOM - programas com desempenho acima de 523 pontos por Docente Permanente na produção intelectual e mais de 232 pontos por Docente Permanente na produção intelectual nos estratos mais elevados."
Em outras palavras, acertamos na nossa meta de 200 pontos/ano.
No entanto, atenção para o outro requisito:
MUITO BOM: o programa no qual pelo menos 60% do corpo docente permanente atingiu mais de 400 pontos por ano;
Parece que conseguimos também, mas graças ao fato que 60% professores estão com mais do dobro do mínimo que exigimos."

O que posso dizer?
Faço parte dessa equipe e também ofereci minha contribuição para esse itinerário de busca de excelência na acumulação "primitiva" de pontos, ou seja, colaborei para a pontuação final e global, mesmo não sendo eu do Direito, e sim um modesto sociólogo e economista aprendiz.
Paulo Roberto de Almeida

A reconstrucao do Brasil, com a ajuda da globalizacao: livro de Jose Fucs - Paulo Roberto de Almeida


A reconstrução do Brasil, com a ajuda da globalização

Paulo Roberto de Almeida

Tenho em mãos este livro: José Fucs, A Reconstrução do Brasil: os grandes desafios do País para alcançar o desenvolvimento sustentável, a estabilidade política e o bem-estar social (São Paulo: O Estado de S. Paulo, 2017, 149 p.), que foi elaborado a partir das muitas reportagens feitas pelo repórter especial do Estadão entre setembro de 2016 e janeiro deste ano, às quais foram acrescidos alguns editoriais do jornal, feitos justamente a propósito de temas especiais levantados nas matérias sobre inúmeros problemas do Brasil nesta fase de transição para uma nova situação que ainda não sabemos exatamente do que será feita. Partimos da suposição de que esse futuro será melhor do que a atual fase de crise econômica, política, social (e profundamente moral), na verdade a maior recessão já enfrentada pelo Brasil em toda a sua história econômica, um legado maldito do governo companheiro anterior.
Como é meu hábito, e vício profissional enquanto diplomata, busquei no livro quais seriam os problemas detectáveis neste série de reportagens que teriam origem no cenário internacional ou que poderiam ser atribuídos a questões externas ao Brasil. Para minha frustração, não encontro nenhum: simplesmente não existem, nos diversos problemas focados por José Fucs, com base em pesquisas extensas, leituras intensas e conversas com especialistas em cada uma das áreas selecionada, qualquer um que possa ser vinculado a algum obstáculo internacional, a alguma característica negativa do sistema de comércio mundial, alguma defecção de investidores estrangeiros, sabotagem dos centros financeiros, má vontade de organismos internacionais; simplesmente não consigo detectar qualquer restrição externa ao Brasil enquanto economia emergente. Na verdade, existe sim, uma questão, que é a da questão da abertura comercial (objeto de um editorial do jornal publicado em 8/12/2016, com base numa das matérias feitas por Fucs), mas que não constitui de fato um problema, e sim trata-se de uma solução, ou seja, é algo que o Brasil precisa fazer em seu próprio benefício, não para fazer favor a qualquer exportador externo, ou atender a acordos comerciais.
Todos os demais problemas detectados, e objeto de uma quinzena de capítulos, segundo as matérias publicadas, são problemas perfeitamente brasileiros, totalmente construídos no Brasil, inteiramente made in Brazil, a 150%, se ouso dizer. Listo aqui, pela ordem: a reforma das reformas (a tal de Constituição cidadã, que é propriamente esquizofrênica do ponto de vista econômico), o ajuste fiscal, a batalha contra os privilégios, o rombo recorde da Previdência, a flexibilização do trabalho (parcialmente empreendida recentemente), a luta contra a burocracia, o cerco à roubalheira, o peso colossal dos tributos, um ambiente mais amigável para os negócios, o peso absurdo do protecionismo comercial (incorporado sob o conceito de “renascimento na arena global”, e que foi justamente objeto do editorial mencionado acima), o desmonte do Leviatã, os desafios da retomada do crescimento, a descentralização do poder e a modernização dos sindicatos (uma tarefa que eu mesmo julgo impossível, pois eles se converteram em “máquinas de extração de dinheiro” e em obstrutores das reformas).
Segundo depreendo do conjunto das matérias preparadas e muito bem editadas por José Fucs, a totalidade dos problemas e a integralidade das reformas necessárias são devidas única e exclusivamente a nós mesmos, erros, equívocos, deformações de nossas políticas públicas e de funcionamento das instituições, questões que cabem apenas ao Brasil e aos brasileiros resolver, para superar o atual quadro pavoroso feito de milhões de desempregados, o crescimento medíocre ou inexistente, as desigualdades sociais e regionais persistentes e a infraestrutura deficiente. O mundo, a globalização, o sistema internacional, como constatado pela experiência de crescimento de países emergentes, na própria região e especialmente na Ásia Pacífico, são absolutamente favoráveis à retomada de um processo sustentado (e sustentável) de crescimento no Brasil. Sob qualquer critério que se examine, cabe reconhecer uma massa colossal de liquidez ávida de aplicação, sob a forma de investimentos diretos ou de capitais de empréstimos, a permanência de um protecionismo comercial setorial ou limitado ((com a possível exceção da área agrícola), um ambiente cada vez mais favorável à interdependência entre economias abertas e propensas a aceitar os novos requerimentos dos intercâmbios globais (que não se limitam a tarifas ou acesso a mercados, mas passam por regras e padrões em serviços, propriedade intelectual e normas relativas a investimentos e fluxos de capitais). O mundo, enfim, está aberto a quem é aberto e participante, o que talvez não seja o caso atual do Brasil.
A recente decisão tomada pelo governo Temer, no sentido de solicitar adesão (ou acessão) à OCDE, pode ajudar nesse processo de reformas e retomada do processo de crescimento, desde que o Brasil não adote, como antes no caso do Mercosul, uma atitude defensiva, restritiva ou de abertura limitada. Se TODAS as medidas dependem mesmo do Brasil, cabe ler este livro, ou reler as matérias publicadas, estabelecer uma lista de reformas, e começar a empreender a difícil tarefa de converter o Brasil num país normal, o que ele absolutamente não é, atualmente. Devemos ser gratos a José Fucs por ter começado essa missão, pela listagem absolutamente clara dos problemas: ele já deu a sua contribuição. Cabe a nós, agora, isto é, a cidadania ativa, para não mencionar os altos responsáveis governamentais, empreender a tarefa de empreender o dever de casa, conscienciosamente. Allons enfants...


Paulo Roberto de Almeida
São Paulo, 20 de setembro de 2017

Matriz energetica mundial e americana: o que vem pela frente? - Meghan O'Sullivan

Colleagues and Friends,
Energy has always been a big driver of international affairs. Just think how the shift from wood to coal helped catalyze the industrial revolution. Could today’s unprecedented, American-led energy boom lead to similarly seismic shifts?
My new book, Windfall: How the New Energy Abundance Upends Global Politics and Strengthens America’s Power, argues that it already has. Indeed, America’s homegrown energy prowess is affecting much more than domestic consumers – it is reshaping power politics around the world.
Expanded U.S. oil and natural gas production has transformed energy markets, bringing new political and market forces to bear that affect Russia, China, and the countries of Europe and the Middle East in particular. For example, today’s energy dynamics have not only damaged the finances of Middle Eastern governments, but they have also propelled new efforts at major reforms. Moreover, the strategic partnership between Russia and China is now strained by the surfeit of global energy, whereas just a few years ago, analysts anticipated energy could be the lubricant to a better relationship. And though Russia will remain a major exporter of natural gas to Europe, its political leverage from this trade has been weakened by the fact that natural gas markets are now more flush with supplies, more integrated, and offer their customers more choices.
In writing and researching Windfall, I traveled to more than two dozen countries and conducted hundreds of interviews with policymakers, activists, industry officials, academics, and opinion leaders. In every place, my sources had pressing stories to tell about how the changing energy landscape has created new political challenges or opportunities. In bringing these stories together with extensive analysis and research into energy trends and technologies, I hope to convince my readers that they cannot fully understand what is happening in the world today without taking energy and energy markets into account. Energy is – and has been – a much more important driver of foreign affairs than so many other factors given much more attention by pundits, policymakers, and academics.
You can get a taste for the book by reading my op-ed in last Friday’s New York Times, which argues that the Trump Administration needs to take into account the many ways in which its non-energy policies are hurting America’s ability to capitalize on its energy fortunes. You could also check out last Friday’s Bloomberg View, which is running a short excerpt from Windfall.
I invite you to read Windfall. And I welcome your comments, criticisms, and questions.
Meghan O'Sullivan | Follow Me on Twitter
Jeane Kirkpatrick Professor of the Practice of International Affairs, Harvard Kennedy School
Director, Geopolitics of Energy Project, Belfer Center
Adjunct Senior Fellow, Council on Foreign Relations

terça-feira, 19 de setembro de 2017

International Adam Smith Society - conference January 2018 - Vina del Mar, Chile

Dear Friends and Members of the International Adam Smith Society:

Adam Smith Chile Conference - January 2018, Viña del Mar, Chile
 
A diverse and distinguished group of Smith scholars will gather in Chile. Deirdre McCloskey will be our first keynote speaker with her lecture entitled “Smith the Non-Utopian vs. His Followers since 1848.” Additional plenary lectures will be delivered by Samuel Fleischacker, speaking on "Empathy and Perspective: A Smithian Conception of Humanity," and James Otteson, addressing “Adam Smith's Libertarian Paternalism." Other prominent academics who will attend and present papers include María Alejandra Carrasco, Fonna Forman, Christel Fricke, Leonidas Montes, Maria Pia Paganelli, Sandra Peart, Dennis Rasmussen, Craig Smith, Barry Weingast, and Jeffrey Young.
 
While submissions in English are certainly welcome, Spanish speaking academics are particularly invited to apply given the location of the conference and its special, though non-exclusive, focus on Smith's reception in Latin America; several sessions at least will be conducted in Spanish. Young scholars should also know that the Universidad Adolfo Ibáñez has a limited number of competitive grants available (of $1,000 USD each) to support their attendance.  These are open to all, though some preference will be given to scholars from Latin America.  To be considered for these grants applicants need only note as much in their proposal email, or alternatively can directly contact carolina.aplablazam@uai.cl to apply.
  
More information about the conference, and an abstract submission form, can be found on the Society's website here.  Applicants can also email abstracts directly to the Society's secretary at internationaladamsmithsociety@gmail.com.

Sincere regards,

The IASS/Chile Organizing Committee

OCDE publishing house: uma grande concorrente 'a Funag - livros recentes

Parece que eles ganham da Funag em matéria de publicações:

The following OECD publications are hot off the press!:
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Tax Policy Reforms 2017
OECD and Selected Partner Economies
Tax Policy Reforms: OECD and Selected Partner Economies is an annual publication providing comparative information on tax reforms across countries and tracking tax policy developments over time. This year’s report covers the tax reforms that were implemented, legislated or announced in 2016.
 
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OECD Handbook for Internationally Comparative Education Statistics
Concepts, Standards, Definitions and Classifications
For well over two decades, the OECD has developed and published a broad range of comparative indicators published yearly in the flagship publication Education at a Glance.
 
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Education at a Glance 2017
OECD Indicators
Education at a Glance: OECD Indicators is the authoritative source for information on the state of education around the world. With more than 125 charts and 145 tables included in the publication and much more data available on the educational database.
 
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OECD Economic Surveys: Slovenia 2017
The 2017 Survey makes key policy recommendations to secure fiscal sustainability through pension and health care reform. In addition, the Survey recommends measures to enhance economic growth by boosting investment incentives in human and physical capital.
 
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OECD Economic Surveys: France 2017
GDP is set to grow fairly strongly in 2017-18, supported by private consumption and investment. The labour market has started to improve. However, productivity gains are too low to sustain social protection, high-quality public services and rising incomes in the long run.
 
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OECD Economic Surveys: Estonia 2017
The Estonian economy displays numerous strengths, including an excellent business environment, high educational attainment, and solid public finances. However, around a quarter of the population is still at risk of poverty and productivity growth has slowed down.
 
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OECD Economic Surveys: Latvia 2017
Latvia’s economy has grown robustly in recent years on the back of a strong track record in implementing structural reforms, despite a challenging international environment. Rising wages have supported household consumption.
 
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Main Economic Indicators, Volume 2017 Issue 9
The monthly Main Economic Indicators (MEI) presents comparative statistics that provide an overview of recent international economic developments for the 35 OECD countries, the euro zone and a number of non-member economies. This indispensable and unique source of key short-term...
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OECD Journal on Budgeting, Volume 16 Issue 3
This issue of the OECD Journal on Budgeting includes articles on the budgeting in Chile, the gender budgeting, and the strengthening budget institution is Public Management Peer Assisted Learning (PEMPAL countries: Results of the 2012 OECD PEMPAL Budget Practices and Procedures Survey).
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Mamona no diesel: o primeiro crime econômico do lulopetismo - Estado de Minas, 18/09/2017

Quando a ignorância, ou até mesmo a estupidez, para não dizer que poderia haver coisa ainda mais estarrecedora, vira "política de Estado", o resultado só pode ser o desastre. Este foi o primeiro "CRIME ECONÔMICO" do lulopetismo, que é como eu designo os grandes equívocos de políticas públicas que redudaram em desastres econômicos, quando não em grandes perdas de oportunidade para a sociedade e a economia, ao se ter adotado um caminho condenado ao fracasso, por razões puramente técnicas e de racionalidade econômica, mas onde pode ter estado associado também uma grande dose de patifaria. No caso da "mamona assassina", o produto menos indicado para produzir biodiesel, pode ter havido um cálculo político criminoso de transferir renda, indevidamente, para o MST -- dominado pelos neobolcheviques inimigos do agronegócio -- ao obrigar a Petrobras, que já era obrigada a adicionar biodiesel no diesel fóssil, a comprar especificamente biodiesel de mamona, e ainda mais especificamente de "famílias camponesas". Nunca vi tamanha estupidez, pois justamente se tratava do produto menos indicado para servir de base produtiva para o biodiesel. Mas, como sempre ocorre no caso do lulopetismo, por trás da estupidez econômica, e do crime econômico, havia um crime comum: a "esperteza" de transferir dinheiro para os bolsos dos terroristas agrários.

 Cultivo de mamona para biodiesel definha no Norte de Minas

Oito anos após planta ter sido apelidada de ouro verde do sertão, a matéria-prima está sendo preterida por itens mais baratos

postado em 18/09/2017 06:00 / 

Estado de Minas, 18/09/2017 08:13

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/09/18/internas_economia,901307/cultivo-de-mamona-para-biodiesel-definha-no-norte-de-minas.shtml 

Cerca de 10 mil agricultores assinaram contrato para a produção de mamona em 2009(foto: Divulgacao )

Cerca de 10 mil agricultores assinaram contrato para a produção de mamona em 2009 (foto: Divulgacao )
 
Da expectativa de lucro, à decepção. Este foi o desfecho que o projeto de plantio de mamona em Minas para o fornecimento de matéria-prima para a Usina de Biodiesel da Petrobras, em Montes Claros, trouxe para pequenos produtores rurais. A instalação da planta de fabricação no Norte de Minas foi cercada de promessas de emprego e renda para a região, dando um novo impulso à agricultura familiar. A ideia foi reforçada pelo então presidente Luiz Inácio da Silva ao inaugurar a indústria, em 6 de abril de 2009, ao lado de sua ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. Porém, ao entrar em produção, a usina de biodiesel passou a usar outras matérias-primas, por serem mais baratas, principalmente o óleo de soja, trazido de outras regiões mineiras e até de outros estados, o que condenou ao fracasso as lavouras de mamona.
 
Com o anúncio da instalação da usina de biodiesel, oficializado por Lula em dezembro de 2005 em evento em Montes Claros, a euforia com o “novo negócio” foi tanta que a mamona chegou a ser chamada de ouro verde do sertão mineiro. A Prefeitura de Montes Claros, então comandada pelo prefeito Athos Avelino, divulgou que a indústria geraria 15 mil empregos na zona rural. Além de Montes Claros, foram inauguradas plantas de biodiesel em Candeias (BA) e em Quixadá (CE).

O ex-técnico da Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural (Emater-MG) Reinaldo Nunes de Oliveira coordenou um programa criado pelo órgão estadual para o plantio de mamona como matéria-prima do biodiesel. Hoje aposentado, o consultor diz ter alertado na época os técnicos da Petrobras sobre a inviabilidade do projeto.

Ele conta que cerca de 10 mil pequenos produtores de 50 municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha assinaram contratos com a Petrobras, visando o cultivo de mamona, alcançando 30 mil hectares plantados. Porém, como não foi viável o uso da matéria-prima, dentro de pouco tempo, os agricultores se viram obrigados a parar de plantar a oleaginosa, por não terem para quem vender a produção. Os últimos plantios de mamona da região foram feitos na safra 2015/2016, quando a Petrobras suspendeu de vez a compra da oleaginosa dos pequenos agricultores.

Declínio

A derrocada das lavouras de mamonas para biodiesel é percebida nos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta um recuo do plantio em todo país da ordem de 11,9% na safra 2016/2017 (28 mil hectares cultivados) em relação à anterior. “Em Minas, desmotivados pelo fracasso do programa de biodiesel, poucos agricultores cultivam mamona, mais precisamente na região Norte do estado, visto que as áreas remanescentes têm sua produção destinada à indústria rícino química”, descreve relatório da Conab. Apenas dois municípios ainda contam com as áreas plantadas da espécie, mas com o registro de perdas de 66,7% na produção.

A impressão que se tem é que o projeto da produção de biodiesel com o uso de óleo de mamona foi feito por executivos de gabinete, que não conhecem a realidade”, afirma Reinaldo Nunes de Oliveira. O consultor diz que apontou a possibilidade de fracasso do projeto na época por causa de uma característica da espécie. Apesar do alto teor de óleo, a mamona tem uma produtividade muito baixa no semiárido, por causa da falta de chuvas. Neste caso, antes da implantação do projeto, segundo o consultor, deveriam ter sido feitas pesquisas para aumentar a produtividade da planta.

O técnico lembra que a mamona de sequeiro no Norte de Minas atingiu uma produtividade média de 1,5 mil quilos por hectare. “Para ser viável como matéria-prima para o biodiesel, a cultura deveria ter atingido menos oito mil quilos por hectare”, explica Reinaldo.


Além disso, ele relata que, mesmo com a Petrobras fornecendo kits de semente e adubo, o preço firmado nos contratos não era atrativo para o agricultor, em função dos custos de produção. Segundo Reinaldo, os agricultores do Norte de Minas envolvidos no projeto chegaram a plantar 30 mil hectares de mamona. Para ter uma produção suficiente abastecer a usina de biodiesel, a região deveria chegar a pelo menos 200 mil hectares plantados da oleaginosa.

Outra barreira foi dificuldade de logística com a falta de uma unidade beneficiadora para a produção do óleo de mamona no Norte de Minas. Com isso, a oleaginosa era levada para ser levada e esmagada no interior da Bahia. Depois, o óleo era transportado para Montes Claros, o que elevou o custo da matéria-prima para a indústria.