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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

The Globalist: China among the greatest, by volume, but also by quality

O mais recente boletim de Globalist, traz algumas matérias que confrontam resultados chineses – indicadores econômicos e sociais – com os de países atualmente na vanguarda do desenvolvimento mundial. A China já é a maior economia mundial, a despeito do fato que, em termos per capita, ela ainda vai levar décadas para se equiparar aos países mais avançados.
Paulo Roberto de Almeida



China Vs. the US: Just the Facts

China Vs. the US: The GDP Race

Who leads depends on how it’s measured. | By The Globalist

China Vs. the US: Lifespan Gains

A child born in China today can expect to live decades longer than someone born in China in 1950. | By The Globalist

China Vs. Europe: Living Standards and Costs

While much of China remains poor, some cities are now on par with EU levels. | By The Globalist

China Vs. the US: Who Has More Land?

The two countries have very similar land areas for now, but China has extensive additional claims. | By The Globalist



China Vs. The US: The GDP Race

Who leads depends on how it’s measured.
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Takeaways


  • At market prices, China’s GDP is still only about 61.7% the size of the US economy.
  • China’s economy is also more than three times greater than that of Germany, and four and a half times larger than the economies of France or the United Kingdom.
1. At market prices, China’s GDP (the size of its economy) is still only about 61.7% the size of the U.S. economy, according to International Monetary Fund estimates in 2017.
2. China is the second-largest economy in the world in nominal terms (i.e., without adjustment for local purchasing power). 
3. China’s GDP is nearly two-and-a-half times larger than that of third-ranked Japan.
4. China’s economy is also more than three times greater than that of Germany, and four and a half times larger than the economies of France or the United Kingdom.
5. Only by measuring China’s GDP in international dollars that adjust for local purchasing power does it surpass the United States’ economic size.
6. By this indicator, the U.S. economy is 84% the size of China’s. 
7. China certainly seems destined for economic pre-eminence, if current trends continue. 
8. This would be a return to China’s previous path and position in the global economy. 
9. Back in 1820, two centuries ago, the largest productive economies in the world were China and India. 
10. Together they accounted for half of the aggregate value of the global economy at the time.
Sources: IMF, Maddison Project Historical Statistics, The Globalist Research Center

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Xi Jinping, o imperador da 26 dinastia chinesa - Rubens Barbosa

Xi Jinping, o homem mais poderoso do mundo

O novo líder do Império do Centro hoje detém poder absoluto, como os antigos imperadores

Rubens Barbosa
O Estado de São Paulo, 10/04/2018

A Assembleia do Povo confirmou a decisão do 19.º Congresso do Partido Comunista Chinês no sentido de rever a Constituição e substituir o período de dois mandatos para o presidente da China por eleição sem limite de tempo. 
Até 1912 o país foi regido por 24 dinastias. Depois de breve interregno, com a revolução chinesa começou a 25.ª, a do Partido Comunista Chinês, com todo o poder transferido em 1945 para Mao Tsé-tung. Com sua reeleição ilimitada, Xi Jinping, o novo líder do Império do Centro, consolidou seu poder, modificou a relação entre o governo e o partido e viu seu nome e seu pensamento incluídos na Carta Magna, privilégios até aqui reservados somente ao Grande Timoneiro. 
O domínio de Xi Jinping fortalece o papel do Partido Comunista e permite um controle mais forte do poder central. Ele concentra os cargos de comandante supremo, secretário-geral do partido e presidente da República. O regime autoritário consolidou-se controlando a ideologia e eliminando qualquer forma de oposição política ao partido. Com poder absoluto, como os antigos imperadores, Xi Jinping poderá acentuar o nacionalismo, continuar a combater a corrupção e as resistências da burocracia à execução das reformas visando ao fortalecimento econômico e militar da China e seu papel como superpotência. 
O que o reforço desse autoritarismo pode representar para o mundo? 
Em primeiro lugar, confirma a percepção – que sempre defendi, mas tem sido ignorada nos meios ocidentais – de que a liberalização econômica (perestroika) não leva necessariamente à abertura política (glasnost). O que aconteceu na União Soviética é sempre lembrado pelas autoridades chinesas como um exemplo a não ser seguido. 
Em segundo lugar, a implementação de políticas e estratégias de médio e longo prazos para a “nova era“ prometida por Xi Jinping durante o congresso do Partido Comunista, com maior presença da China no mundo e competindo em pé de igualdade com os EUA. Essa atitude reflete a percepção do fortalecimento do poder nacional da China. Deixando de lado a posição cautelosa mantida até aqui, a China busca ampliar sua influência geopolítica com iniciativas como a nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative), com fundos da ordem de US$ 1 trilhão, a presença militar do Mar do Sul da China, a eventual incorporação de Taiwan ao território continental e a agressiva política industrial Made in China 2025. 
Do ponto de vista político, a autoconfiança chinesa reafirmada por Xi Jinping apresenta o modelo autoritário, de partido único, mas de rápido e grande crescimento econômico, como um modelo alternativo à democracia ocidental. 
Levando em conta que o governo Donald Trump considera a China competidora estratégica e a maior ameaça aos interesses dos EUA também na área econômica e comercial, foram anunciadas medidas recentes de protecionismo, como sobretaxas ao aço e ao alumínio, além de medidas unilaterais adicionais contra a China: restrições à entrada de produtos chineses que poderiam alcançar US$ 50 bilhões e plano para impor novas restrições a investimentos chineses em equipamentos robóticos, aeroespaciais, marítimos e ferroviários modernos, veículos elétricos e biofármacos. No âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), os EUA vão pedir a abertura de processo contra regras de licenciamento de tecnologia que impedem empresas americanas de competir no mercado chinês e a possibilidade de medidas contra práticas chinesas de propriedade intelectual. As sanções preveem restrições a investimentos nos EUA, entraves para emissão de vistos para pesquisadores chineses e confrontos diretos na OMC sobre práticas comerciais chinesas, que incluiriam guerra digital, entrega de segredos comercias e formação de parcerias com empresas chinesas, dentro do programa Made in China 2025, que objetiva o desenvolvimento de indústrias nacionais em áreas estratégicas. A China respondeu com sobretaxa de 25% sobre 106 produtos dos EUA, representando igualmente perdas de US$ 50 bilhões. Em resposta, o governo norte-americano anunciou estudos para a imposição de novas medidas restritivas que afetarão 1.300 produtos chineses, no valor de US$ 100 bilhões. 
A reação chinesa reflete o estilo de Xi Jinping no relacionamento com os EUA. Reação imediata, na mesma intensidade e escala, para salvaguardar os interesses do seu país e equilibrar as perdas causadas. Tratando os EUA como igual, Xi Jinping reagiu de maneira firme, mas cautelosa, buscando também acionar o Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC. 
O mundo assiste, até aqui, a uma escalada verbal, pois as medidas restritivas e retaliatórias que poderão acelerar o descrédito do sistema multilateral de comércio (OMC) e o da paz e segurança da ONU ainda não entraram em vigor. As medidas dos EUA estão colocando a China como defensora da globalização e do livre-comércio. Em atitude conciliadora, segundo se informa, Xi Jinping está deixando a porta aberta para conversas bilaterais que propiciem espaço para recuos recíprocos. 
Resta saber como, em termos geopolíticos, os EUA reagirão à expansão chinesa, sob Xi Jinping, no Mar do Sul da China, com a criação de bases militares em ilhas criadas na região facilitando a ampliação do raio de influência militar próxima ao Japão. E também em relação às questões da não proliferação nuclear na Coreia do Norte e do apoio ao Irã. A combinação de uma China nacionalista e assertiva e EUA nacionalistas e protecionistas pode ser potencialmente explosiva. Por não interessar a ninguém, até aqui pelo menos, é pouco provável que a escalada protecionista comercial e as ameaças de uma crise político-diplomática saiam de controle e venham a desaguar em conflito bélico, como muitos temem. 

* RUBENS BARBOSA É PRESIDENTE DO INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAISE COMÉRCIO EXTERIOR (IRICE)

sábado, 17 de março de 2018

China: a grande ofensiva na America Latina - World Economic Forum

The challenges of Chinese investment in Latin America

The World Economic Forum, committed to improving the state of the world, is the International Organization for Public-Private Cooperation #wef
A fire dragon dance during Chinese Lunar New Year celebrations in Cotia, Brazil. Image: REUTERS/Paulo Whitaker
Lourdes Casanova, Senior Lecturer and Academic Director, Emerging Markets Institute, Johnson School of Management, Cornell University


As São Paulo hosts the World Economic Forum on Latin America 2018, it is time to consider China’s important influence on economies and business in the region since the Forum’s last meeting in Brazil, in 2011.
With foreign trade worth $4 trillion, China is the world’s most important trading country. Besides the US, it is also the most important trading partner for 100 countries, including Argentina, Brazil, Chile, Peru and Uruguay.
During South America’s golden decade from the early 2000s, the region welcomed China as a key enabler of its commodities super-cycle. Now, China has moved beyond trade to being a major investor, whose presence is felt in primary sectors such as mining, oil, construction, banking and utilities. As much as we all admire China’s tremendous economic progress, these changes have generated a number of issues to consider:

Speed and depth

In just 10 years, China has become a key trade partner and investor in the region. Its presence has been felt beyond trade. China has started using the renminbi in swaps worth $70 billion in Argentina, $27 billion in Brazil and, more recently, approximately $3 billion in Chile.
Since 2010, China has been a source of financing for the region, according to a study published by The Inter-American Dialogue in 2016. China loaned $65 billion to Venezuela in exchange for oil, $21 billion to Brazil and approximately $15 billion to both Argentina and Ecuador. Although certain sources claim that China favoured left-wing governments, it continued its loans to Argentina and Brazil after their respective governments changed. In fact, it is reconsidering its loans to Venezuela because of the country’s political chaos.
On the venture capital side, China has increased its investments to more than $1 billion in 2017, compared to only $30 million two years previously, according to the research firm Preqin.

Unidirectional investments

While Chinese investments are felt all over, Latin American investments in China are limited to a few companies, such as Brazilian firms Embraer and Vale, and the Mexican Grupo Bimbo. Although Asia receives the majority (66%) of Chinese investments, Latin America comes second, receiving 12%, followed by Europe (7%), the US (5%) and Africa (3.5%). Of Chinese investments in Latin America, Brazil received 55%. In 2013 there were 60 investment projects in Brazil led by 44 Chinese companies (Sinopec and State Grid are the leaders) worth a total of $68 billion, according to data from the Brazil-China economic council.

State versus private

The first wave of privatizations in Latin America started in Chile in 1987, with its telecommunications industry. The privatization of banking, electricity, highways and pension systems followed. Today, as Brazil and Mexico (primarily) are starting a second wave of privatization, it is a paradox that Chinese state-owned companies are buying privatized companies. In the latest move, China Mobile and China Telecom, both partially or totally state-owned, have expressed interest in buying the bankrupt Brazilian telecoms operator Oi.
Chinese investments have moved from primary resources to services, thanks — in part — to the Chinese state-owned utility State Grid, the second biggest company in the world by sales, after Wal-Mart. State Grid supplies electricity to 88% of Chinese territory. It is innovating by reducing the loss of energy in transmission — a key technology for large countries like China and Brazil.
The company entered Brazil in 2010 with the acquisition of seven companies from Spanish company ACS for $989 million. In 2014, State Grid led the IE Belo Monte Consortium, formed by State Grid Brasil Holding S.A. (holding 51%), Brazilian companies Furnas Central Eléctrica S.A. (holding 24.5%) and Eletronorte (holding 24.5 %).
For the first time, Western companies were not part of this consortium, which won the bid to build 2,100 kilometres of electrical grid, running from the hydroelectric power plant Belo Monte in the state of Pará to the southeast of Brazil, worth an estimated $1.5 billion.
In 2015, the electrical sector saw another major investment. China Three Gorges Corp. (CTG) bought the hydroelectric plant Jupiá e Ilha Solteira Brazil Energy for $3.6 billion. Other important investments have been made by Chinese oil companies CNOOC, CNPC and Sinopec, in partnership with Spanish companies Repsol and Petrogal. Together they won the bidding for the exploration of the pre-salt area of the Libra oil field. China has also been active in Brazil’s construction industry: CCCC is building a port in Maranhão.
China’s penetration into the economies of Brazil and the wider region has been rapid, and continues to be so. Much of this Chinese influence is being exercised by the increasing global expansion of Chinese firms, including by those state-owned. This is a paradox for Latin America, as its private, formerly state-owned companies are becoming state-owned companies in another country.
Latin America now needs both to partner and compete with China, a country in which the public and private sectors work in unison, in which the line between public and private is blurred, and in which industrial policies and long-term planning take priority over the short-term.
This is a change of paradigm for a region used to dealing with relatively well-known American and European companies that had been operating in Latin America for a long time. Finding an answer to these challenges will be key to making Latin America and China’s new relationship a win-win for both sides.
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Originally published at www.weforum.org.

sábado, 10 de março de 2018

Como a India avançou mais do que a China (relativamente) - World Economic Forum

A matéria é antiga, mas continua relevante...

Here’s how India became more competitive than China

Image: REUTERS/Jitendra Prakash
Attilio Di Battista, Economist, World Economic Forum

India’s GDP per capita (in terms of purchasing power parity) almost doubled between 2007 and 2016, from $3,587 to $6,599. Growth slowed after the 2008 crisis, hitting a decade low in 2012–2013. But if anything, this provided the country with the opportunity to rethink its policies and engage more firmly in the reforms necessary to improve its competitiveness. Growth rebounded in 2014, and last year surpassed that of China.
India’s overall competitiveness score was rather stagnant between 2007 and 2014, and the country slipped down the rankings in the Global Competitiveness Report as others made improvements. However, improvements since 2014 have seen it climb to 39th in this year’s edition of the report — up from 48th in 2007–2008. Its overall score improved by 0.19 points in that time.
What makes India so competitive?
Improvements in health, primary education and infrastructure contributed most to this improvement — although this is partly explained by the relatively large weight these “basic requirements” components have until now been given in factor-driven economies, each accounting for 15% of the final score.
On health and basic education, India almost halved its rate of infant mortality (from 62 to 37.9 per 1,000), increased life expectancy (from 62 to 68) and primary education enrolment (from 88.8% to 93.1%).
Improvements in infrastructure were small and faltering until 2014, when the government increased public investment and accelerated approval procedures to attract private resources. Macroeconomic conditions — the third-biggest positive contributor — followed a similar path: the recent slump in commodity prices has helped India to keep inflation below its target of 5%, while rebalancing its current account and decreasing its public deficit.
Another improvement over the past decade has been increased market size (the adoption of new PPP estimates by the IMF in 2014 also contributed to the upward increase in the measure of market size used in the GCI). Institutions deteriorated until 2014, as mounting scandals and seemingly unmanageable inefficiencies caused businesses to lose trust in the public administration — but this trend was also reversed after 2014, and the institutions score has returned to its 2007 level.
Have you read?
In other areas, India has not yet recovered to 2007 levels, with the biggest shortfall coming in financial market development — this pillar taking 0.03 points off India’s 2016 score in comparison to 2007 (a reduced pillar score of 0.52 points, multiplied by a pillar weight of 6%). The Reserve Bank of India has helped increase financial market transparency, shedding light on the large amounts of non-performing loans previously not reported on the balance sheets of Indian banks. However, the banks have not yet found a way to sell these assets, and in some cases need large recapitalizations.
The efficiency of the goods market has also deteriorated, as India failed to address long-running problems such as different local sales and value added taxes (this is set to finally change as of 2017 if the Central GST and Integrated GST bills currently in parliament are fully implemented). Another area of concern is India’s stagnating performance in technological readiness, a pillar on which it scores one full point lower than any other. These three pillars will be key for India to prosper in its next stage of development, when it will no longer be possible to base its competitiveness on low-cost, abundant labour. Higher education and training has also shown no improvement.
What areas should India prioritize today? India has made significant progress on infrastructure, one of the pillars where it ranked worst. As the country closes the infrastructure gap, new priorities emerge. The country’s biggest relative weakness today is in technological readiness, where initiatives such as Digital India could lead to significant improvements in the next years. India outperforms countries in the same stage of development, mostly those in sub-Saharan Africa, in all pillars except labor market efficiency.
Even on indicators where India has made progress, comparisons with other countries can be sobering: although life expectancy has increased, for example, it is still low by global standards, with India ranking only 106th in the world; and while India almost halved infant mortality, other countries did even better, so it drops nine places this year to 115th. Huge challenges still lie ahead on India’s path to prosperity.
The Global Competitiveness Report 2016–2017 is available here. You can explore the results of the report using the heatmap below.

Originally published at www.weforum.org.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Nova Rota da Seda: quatro grandes projetos - Agueda Parra Perez (esglobal)

Cuatro grandes proyectos de la nueva Ruta de la Seda

Esglobal, 07 marzo 2018 
https://www.esglobal.org/cuatro-grandes-proyectos-la-nueva-ruta-la-seda/ 

Con la nueva Ruta de la Seda, China se ha convertido en menos de una década en el promotor de un nuevo modelo económico mundial. De recibir ayuda del Banco Mundial y del Banco Asiático de Desarrollo en los 80, ha pasado a ser el país que concede más préstamos que el Banco Mundial. Entre los beneficiarios están los proyectos de infraestructuras de la nueva Ruta de la Seda, a cuya iniciativa se incorpora la Ruta de la Seda Polar tras la publicación del libro blanco de la política de China sobre el Ártico. El objetivo no es sólo establecer nuevas vías comerciales y rutas de navegación evitando el canal de Suez, sino también promover la investigación científica y la protección del medio ambiente en el Ártico.
Como parte de la inversión prevista, estos son los proyectos más destacados de la mayor iniciativa mundial de desarrollo de infraestructuras que lidera China.
chinapakistan
Un trabajador chino delante de camiones que van a hacer el trayecto hasta Karachi cargados de mercancías provenientes de China en 2016, fecha en la que se inauguró el Corredor China- Pakistán. (Aamir Qureshi/AFP/Getty Images)
Puerto de Gwadar: buque insignia de la iniciativa
El Corredor Económico China-Pakistán es la mayor apuesta de la iniciativa OBOR (One Belt, One Road). Presentado por Xi Jinping en 2015, tiene previsto invertir 46.000 millones de dólares (cerca de 38.000 millones de euros) en proyectos que se extenderán hasta 2030. El puerto de Gwadar, Pakistán, es el gran referente en este corredor, y cuando esté operativo en tres o cuatro años, se convertirá en la principal ruta comercial de China con el resto del mundo. Planteado como la alternativa terrestre en Asia Central al estrecho de Malaca, durante siglos la ruta principal y vía por la que transita el 80% de todo el suministro de petróleo mundial, Gwadar se ha convertido en enclave estratégico de la nueva Ruta de la Seda.
Al ser un puerto de aguas profundas, Gwadar se convertirá en la segunda base naval fuera de China, después de Yibuti, en el Cuerno de África. De esta manera se refuerza así la estrategia china de desplegar nuevas posiciones navales fuera del área de Asia-Pacífico. Como punto costero cercano al Golfo Pérsico, la ciudad de Gwadar ha pasado de ser un pueblo de pescadores en el Mar de Arabia, a convertirse en el nuevo Dubai que albergará a 2 millones de personas. Todo el proyecto cuenta con la inversión de las empresas estatales chinas a través de préstamos que Islamabad debe devolver a Pekín, lo que supone que el gigante asiático tiene el derecho de operación del puerto de Gwadar durante los próximos 40 años mientras estén en vigor. Hacia el interior, el corredor contempla la construcción de una autopista que conectará a través de 1.152 kilómetros Peshawar con Karachi, en Pakistán. Por este camino transitarán los productos chinos y la seguridad del corredor se quedará a cargo de 15.000 guardias de seguridad contratados por Pakistán para proteger a los más de 7.000 chinos que trabajan en la zona. La situación hostil que ha despertado el proyecto entre los nacionalistas baluchi y las facciones talibanes de la zona ha requerido que haya dos guardias de seguridad pakistaníes por cada trabajador chino.
El comercio se beneficiará del estímulo de los bancos pakistaníes que pueden operar directamente en yuanes, favoreciendo que se dispare el nivel de exportaciones de Pakistán hacia China, actualmente el tercer mercado por detrás de Estados Unidos y Reino Unido. En el plano político, sin embargo, la mayor presencia de China en Asia Central y su implicación en el desarrollo de la región, está provocando la reacción de las grandes potencias que ven amenazada su supremacía en la zona. La primera medida la tomaba Estados Unidos, que sorprendía el 1 de enero de 2018 con el anuncio de la supresión de la ayuda en asistencia de seguridad por importe de 1.000 millones de dólares que Pakistán ha estado recibiendo durante los últimos 15 años. Aunque posteriormente, se indicara que solo se congelaban los fondos, no que se cancelaban.
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El puerto de El Pireo: enclave estratégico en el Mediterráneo
El puerto de El Pireo, Grecia, es otro de los grandes hitos de OBOR, conectando la ruta marítima con el interior de Europa por vía férrea. La ventaja más significativa es poder evitar el trayecto por Gibraltar hasta llegar a los puertos de Rotterdam y Ámsterdam, en los Países Bajos, y de Duisburgo y Hamburgo, en Alemania, reduciendo los tiempos de entrega y los costes. Hacia el interior, el puerto conectará con el enclave rumano de Constanza, en el Mar Negro, hasta alcanzar Viena, atravesando Bucarest y Budapest.
La compra en 2016 de la participación mayoritaria del 67% del puerto de El Pireo por parte de la empresa estatal China Ocean Shipping Company (COSCO), ha sido el gran exponente del proyecto, convirtiendo a Grecia en el punto estratégico de OBOR en el Mediterráneo. De forma similar al puerto de Gwadar, el griego significa para Pekín un enclave de gran interés geopolítico, ya que con ello consigue aumentar la influencia en Europa. Con OBOR, el gigante asiático persigue el apoyo de aquellos que se benefician con el desarrollo de las infraestructuras para que presionen a su favor. Este papel ya lo ha desempeñado Atenas cuando el pasado mes de junio conseguía impedir que la Unión Europea condenara la situación de los derechos humanos en el país. Además de mostrarse en contra de una evaluación más en profundidad de las inversiones chinas en Europa.
El desarrollo del puerto sigue el mismo patrón que en Pakistán: utiliza mano de obra traída, principalmente, desde China y cuenta con medios técnicos fabricados en origen. Aunque no está contemplado un despliegue militar en la zona, sí se incluye actualizar las instalaciones de un antiguo aeropuerto que pueda albergar la llegada de los 1,5 millones de turistas chinos que está previsto lleguen a Grecia en los próximos 5 años.
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El tren procedente de Yiwu (China) a su llegada a Madrid. (Pierre-Philippe Marcou/AFP/Getty Images)
Yiwu (China) – Madrid: la línea férrea más larga del mundo hasta el corazón de Europa:
Es el inicio de la línea férrea más larga del mundo. Conecta con el corazón de Europa rutas que duran menos de tres semanas, la mitad que el trayecto marítimo. En los próximos años, el tren de mercancías de Yiwu va a revolucionar el modelo comercial entre China y Europa.
Desde que se inaugurara en 2011, por el Nuevo Puente Terrestre Euroasiático se han realizado un total de 6.235 viajes, que atraviesan 12 países, conectando 35 ciudades chinas y 34 europeas. En cuestión de comercio, ha supuesto que durante los primeros diez meses de 2017 se registrara un incremento del 16,2% interanual, según datos oficiales, con previsiones que apuntan a un crecimiento del número de viajesen 2018, hasta alcanzar los 4.000, respecto a los 3.270 registrados en 2017.
Para hacer operativo el tren de mercancías ha sido necesaria la construcción en Khorgos, Kazajistán, del mayor puerto seco del mundo, que conecta con la ciudad china de Khorgas, de nombre muy similar, pero al otro lado de la frontera. La diferencia en el ancho de vía en China, que utiliza el estándar de Europa Occidental, con la disponible en Asia Central, con modelo ruso, requiere la transferencia de los vagones entre trenes, repitiéndose el proceso de nuevo entre Bielorrusia y Polonia.
Pero el gran reto a superar será mejorar los ratios de eficiencia y beneficio, ya que en muchos casos los trenes regresan casi vacíos, mientras China envía vagones repletos de dispositivos electrónicos, textiles y juguetes, fundamentalmente. Las temperaturas extremas del trayecto suponen un gran desafío para los principales productos en la cesta de exportaciones de muchos países europeos.
En la conexión con Europa, destaca la ruta Yiwu-Madrid, la conexión férrea más larga del mundo, 13.503 kilómetros (mayor que la ruta de pasajeros transiberiana Moscú-Vladivostok), que atraviesa 8 países en 21 días y está operativa desde 2014. En el camino, los puertos alemanes de Leipzig, Duisburgo, Hamburgo y Nuremberg figuran entre los principales socios comerciales. Pero el tren también atraviesa desde 2017 el Canal de la Mancha hasta llegar a Londres, recorriendo 12.000 kilómetros en 18 días, respecto a los 40 días del trayecto marítimo. Por eso, en el proceso del Brexit, Reino Unido seguirá apostando por reforzar las conexiones comerciales a través del tren de mercancías.
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Un tren de alta velocidad chino. (STR/AFP/Getty Images)
Desde China a Indonesia: alta velocidad por el Sureste Asiático 
China es consciente de que las compras en enclaves estratégicos son la piedra angular para convertir a OBOR en la iniciativa del siglo, de ahí que Tailandia, India, Indonesia y Malasia sean los socios estratégicos para la conectividad en alta velocidad en el Corredor China-Península de Indochina. Con ello, se creará una nueva y moderna red de vías férreas que conecten Kunming, en la región occidental de China, con los principales núcleos de población del Sureste Asiático, donde residen más de 600 millones de habitantes.
En cuestión de defensa de la seguridad en Asia Pacífico, el estrecho de Malaca y el Mar del Sur de China son enclaves de un gran valor económico, ya que por esa ruta transita el 20% del comercio mundial de mercancías, valorado en 5.000 millones de dólares anuales. Pero el verdadero valor estratégico es la riqueza de los recursos naturales del subsuelo, motivo por el que algunos países mantienen abiertas reivindicaciones territoriales. De modo que al evitar la conflictividad de la ruta marítima, China no sólo tiene la ventaja de alcanzar los mercados del Sureste Asiático en condiciones más seguras, sino que utilizará las vías de alta velocidad para el transporte de mercancías y para promover la emisión del turismo chino hacia los países vecinos.
Entre los proyectos más emblemáticos figura la conexión de China, Laos y la zona norte de Tailandia en alta velocidad a través de 873 kilómetros. Tras dos años de reuniones, la primera fase de 250 kilómetros entre Bangkok y Nakhon Ratchasima estará lista para 2021, fecha que coincide con la celebración del centenario del Partido Comunista Chino, momento en el que Xi presentará al país, y al mundo entero, los grandes avances de OBOR como parte de su legado.