O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Odebrecht: a delacao do fim do mundo deveria completar o seu ciclo

E o seu ciclo significa, simplesmente, enterrar todos os velhos políticos carcomidos -- como se dizia na velha República, preparando a Revolução de 1930 -- e dar início a um novo ciclo, sem o festival de bandalheiras , corrupção e fraudes atualmente existente.
Que todos possa conhecer a cadeia, simples assim, do mais humilde carregador de dinheiro,ao mais poderoso detentor de cargo público.
Paulo Roberto de Almeida 

Odebrecht expõe ao país o subsolo do abismo

Josias de Souza

10/12/2016 

http://imguol.com/blogs/58/files/2016/12/OdebrechtRivaldoGomesFolha.jpg

A Lava Jato eliminou a ideia de que o Brasil estava condenado a viver à beira do abismo. A operação fez desaparecer a noção de borda. O país escorregou para dentro do precipício. A delação da Odebrecht, que chega ao noticiário em conta-gotas, leva o brasileiro para um outro patamar, bem mais profundo. Com suas revelações devastadoras, os corruptores da maior construtora brasileira expõem à nação o subsolo do abismo. É onde se aloja o insondável. O Brasil está sendo apresentado, finalmente, ao magma que o pariu. No subterrâneo do abismo, o sonho de “estancar a sangria” tornou-se um pesadelo hemorrágico.

 

Visto de baixo, o governo de Michel Temer ganhou a aparência de um empreendimento precário. Todos sangram. O próprio presidente aparece nas delações requisitando uma odebrechtiana de R$ 10 milhões. Seus amigos e correligionários do PMDB plantam bananeira na areia movediça: Padilha, Moreira, Geddel, Jucá, Renan… Candidatos do Planalto às presidências do Senado e da Câmara, Eunício e Maia são pavios acesos. Aliados como Aécio, Serra e até Alckmin, “o santo”, brincam na lama depois de se banhar nas águas do impeachment.

 

Tornou-se impossível prever como o governo Temer chegará a 2018. Difícil dizer até mesmo se chegará tão longe. O futuro chega tão rápido que já está atrás de nós. Em 3 de maio de 2015, Emílio Odebrecht, o patriarca da construtora, anotou o seguinte num artigo:

 

''A corrupção é problema grave e deve ser tratado com respeito à lei e aos princípios do Estado democrático de Direito, mas é fundamental que a energia da nação, particularmente das lideranças, das autoridades e dos meios de comunicação, seja canalizada para o debate do que precisamos fazer para mudar o país. Quem aqui vive quer olhar com otimismo para o futuro —que não podemos esquecer—, sem ficar digerindo o passado e o presente.''

Nessa época, Emílio cobrava, estalando de pureza moral, “uma agenda clara de crescimento com desenvolvimento para o Brasil.” E seu filho, Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba, dizia que não seria delator porque não tinha o que delatar. Desnudados pelos investigadores, pai, filho e os santos espíritos da Odebrecht despejam sobre os presentes revelações de um passado que leva o país a desacreditar do futuro.

Conselho útil: aperte os cintos. Com a delação da Odebrecht, o Brasil está aterrissando no subsolo do abismo. O PT celebra a chegada de companhia. Quem olha ao redor percebe por que o Brasil é o mais antigo país do futuro em todo o mundo.

A destruicao da academia pelo politicamente correto

Se Raymond Aron estivesse vivo, ele contemplaria com horror o estado miserável a que foram reduzidas as universidades americanas, pela imposição de um pensamento único do politicamente correto (e intelectualmente estúpido), que tornou praticamente impossível fazer qualquer tipo de trabalho analítico sem recorrer à camisa de força dos modelos pré-concebidos e obrigatórios -- tipo ideologias do gênero, minorias oprimidas, desigualdades sociais, etc. -- e aos conceitos politicamente corretos que seguem junto com essas bobagens pretensamente corretas, mas que são, simplesmente grilhões mentais, bolas de ferro conceituais, correntes terminológicas e algemas vocabulares, cuja única função é a de justamente assegurar que o politicamente correto esteja sendo cumprido, e com isso as estupidezes acadêmicas se multiplicam ao infinito.
Não tenho melhor exemplo para demonstrar essa trajetória para o abismo sub-intelequitual da academia americana do que este Call for Papers que acabo de receber neste sábado 10/12/2016:
Paulo Roberto de Almeida 

CfP: 2017 Global Affairs Conference at Rutgers University, April 21, 2017

by Lillian Hussong

Dynamics of Global Inequality: New Thinking in Global Affairs

2017 Annual Global Affairs Conference

Rutgers Division of Global Affairs, Newark, NJ, April 21, 2017

Current events across the globe have demonstrated the urgent need for new ways of thinking about the historical and contemporary issues that shape global affairs. In the current political moment, it is imperative to examine how global systems of inequality such as race, sexuality, gender and ability shape the world in which we live. Central themes of global affairs scholarship, including security, development, migration and mass atrocity crimes occur with the context of, and are shaped by such systems of inequality. Further, we must recognize that a US- or Euro-centric focus offers a limited explanation of global politics and we must therefore look beyond these geographical arenas to reflect on the contribution of other regions to global affairs theory and practice.

Nevertheless, many global affairs conferences and curricula continue to operate along traditional lines and question whether the circumstances of identity, gender, race or sexuality are even relevant to global affairs. With its annual conference, the Student Association of Global Affairs seeks to broaden this debate and provide a space for students to deconstruct traditional narratives within international relations and global affairs by exploring these new fields and how they can inform theory, analysis, practice, and methodology: Why do we need to take these issues into account? How can they shape our thinking both at domestic and global levels?

We invite abstracts for papers on the following and related topics in all aspects of global affairs:

  • Racial and Ethnic Identities
  • Systems of Oppression (Racism, Xenophobia, Sexism, Classism, Homophobia, etc.)
  • Gender and Gender Identities
  • Sexuality, Queer Theory, and Global LGBT Activism
  • Ability and Disability
  • Intersectionality
  • Decolonial Thinking
  • Postcolonialism
  • Mass Atrocity Crimes (Genocide, War Crimes, Crimes Against Humanity, Ethnic Cleansing)
  • Non US- or Euro-centric Approaches to International Relations and Global Affairs

This conference seeks to create an interdisciplinary conversation on these topics, and we welcome participants from multiple disciplines, including, but not limited to: Political Science and International Relations, Sociology, Anthropology, Geography, Critical Ethnic Studies, American Studies, African and African American Studies, History and the Humanities.

The submission deadline for abstracts is January 27th, 2017. Please submit an anonymous abstract of up to 400 words (in PDF or Word document form) to saga.rutgers@gmail.com. Please put your name and contact details in the email body and put “Paper Submission DGA Conference” in the subject line.

 

Keynote Lecture: Prof. Elisa von Joeden-Forgey, Stockton University

Panel Discussion: "Broadening the global affairs and IR curriculum: Why does it matter?"

 

For further information please visit the Division of Global Affairs website or contact the Student Association of Global Affairs (SAGA): saga.rutgers@gmail.com

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Minha pagina na Academia.edu: Analytics em novembro 2016 - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente Analytics: fazia tempo que eu não acessava as estatísticas de visualização e download de meus trabalhos na plataforma Academia.edu.
A grande novidade do período é o fato de o glorioso Portugal ter, pela primeira vez, ultrapassado os EUA no número de acessos.
E, confirmando tendências já de alguns meses, ou de mais de um ano, um livro supera, de longe e exageradamente, todos os demais downloads: 

Prata da Casa: os livros dos diplomatas

Uma passagem da base mensal para a base anual, obviamente multiplicaria "n" vezes os números consolidados abaixo, o que pode ser visto ao final das estatísticas de 30 dias.
Paulo Roberto de Almeida

Analytics
Your Impact from November 09, 2016 to December 09, 2016
1,058  Unique Visitors 
326 Downloads
2,003 Views

48 Countries
Country30-Day Visitors
Brazil858
Portugal37
United States34
France11
Angola10
374 Cities
City30-Day Visitors
São Paulo87
Brasília81
Rio De Janeiro74
Porto Alegre33
Belo Horizonte28

1,720 Research Fields
0.1%  Top 0.1% By Views
Research FieldTop % By 30-Day Views
Brazil0.1%
Direito0.1%
Regional Integration0.1%
Theories of Socialism0.1%
Antiglobalization Social Movements0.1%
53 Job Titles
Job Title30-Day Visitors
Graduate Student46
Faculty Member31
Department Member30
Undergraduate21
Alumnus19

48 Traffic Sources
Source30-Day Views
Direct398
Google339
senado.leg.br255
google.com.br192
Academia.edu Profile192
18 Searches
Search30-Day Views
Google336
related:scholar.google.com/3
Singer, 2009 protests brazil2
OMC e os paises em desenvolvimento1
historia de planejamento orçamentário1

 
 
 
Your Impact from December 01, 2015 to November 30, 2016
 
9,978 Unique Visitors
2,367 Downloads