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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

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sábado, 18 de novembro de 2017

Trabalhos de Paulo Roberto de Almeida sobre as eleicoes presidenciais desde os anos 1980


Temas de relações internacionais, política externa, diplomacia brasileira

Paulo Roberto de Almeida

Lista seletiva de trabalhos; Ordem cronológica inversa

Atualizado em 18 de novembro de 2017


2018:

Blog Eleições Presidenciais 2018:  https://eleicoespresidenciais2018.blogspot.com.br/
       Primeira postagem em 23 de outubro de 2017 (http://eleicoespresidenciais2018.blogspot.com.br/2017/10/eleicoes-presidenciais-brasil-2018.html); para acompanhar o processo eleitoral de 2018.


2014:

       Sem blog dedicado às eleições; matérias postadas no Diplomatizzando.

2704. “O Brasil votou, as escolhas estão feitas”, Hartford, 27 outubro 2014, 2 p. Artigo para o jornal Tribuna News (Danbury, ano XV, n. 377, 5-8/2014, p. 38; link: ). Colocado no blog Diplomatizzando, com um mapa eleitoral combinado a mapa do Bolsa Família, e lista do número de dependentes do BF por estados (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/eleicoes-2014-o-brasil-que-emerge-das.html). Postado novamente, na sequência de postagem dos artigos anteriores, em 12/11/2014 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/11/alguem-nao-gosta-do-que-escrevo-2.html).

2702. “Toda a Gália está ocupada! Toda? Não! Uma pequena aldeia resiste ainda...”, Hartford, 26 outubro 2014, 3 p. Considerações sobre o momento presente e as tarefas futuras, em face da derrota eleitoral. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/toda-galia-esta-ocupada-toda-nao-uma.html) e disseminado no Facebook. Republicado no site do Instituto Millenium (27/10/2014; link: http://www.institutomillenium.org.br/artigos/toda-glia-est-ocupada-toda-uma-pequena-aldeia-resiste-ainda/).

2700. “Venezuelização do Brasil?: uma campanha de ódio na eleições”, Hartford, 23 outubro 2014, 3 p. Comentários sobre a fragmentação do Brasil em linhas sociais, regionais, raciais, de gênero e segundo afiliações políticas e orientações econômicas, que pode resultar num país dividido a partir de 27 de outubro. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/eleicoes-2014-venezuelizacao-do-brasil.html).

2699. “Tangos e tragédias nas eleições brasileiras: menas, pessoal, menas”, Hartford, 23 outubro 2014, 5 p. Comentários sobre a divisão dos apoiadores de um ou outro candidato, mostrando que não existem muitas diferenças entre eles. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/tangos-e-tragedias-nas-eleicoes.html).

2698. “O terceiro grande personagem das eleições brasileiras: o ausente; reflexões sobre a abstenção e os votos brancos e nulos em 2014”, Hartford, 21 outubro 2014, 4 p. Comentários sobre um fenômeno relevante para o segundo turno eleitoral. Blog Diplomatizzando (link:http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/o-terceiro-grande-personagem-das.html) e disseminado no FB.

2694. “Tempo de eleição, tempo de reflexão”, Hartford, 16 outubro 2014, 2 p. Nota sobre processos eleitorais, com algumas considerações sobre EUA e Brasil. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/tempo-de-eleicao-tempo-de-reflexao.html), reproduzido no Facebook, e publicado no jornal Tribuna News, “Election Time, Reflection Time” (Danbury27/10/2014; link: http://www.tribunact.com/election-time-reflection-time/).

2687. “O Brasil quebrou três vezes sob FHC? Mentira da candidata!”, Hartford, 5 outubro 2014, 5 p. Respostas às alegações mentirosas da candidata oficiosa, sobre os acordos efetuados entre o Brasil e o FMI, entre 1998 e 2002. Postado no blog Diplomatizzando em 5/10.2014 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/eleicoes-2014-o-brasil-quebrou-3-vezes.html) e novamente em 13/10/2014, uma vez que a candidata continua a mentir (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/o-brasil-nao-quebrou-tres-vezes-mentira.html).

2686. “Eleições presidenciais em Hartford: do primeiro ao segundo turno”, Hartford, 5 outubro 2014, 2 p. Nota sobre as eleições no exterior e os resultados alcançados na região de Connecticut e Rhode Island. Feita versão reduzida a 1 p., sob o título de “O voto no Consulado em Hartford: do primeiro ao segundo turno”, em 6/10/, para o jornal Tribuna News (Danbury, 11/10/2014; em português e em inglês).

2681. “O que os liberais podem esperar das eleições de 2014?”, Hartford, 28 setembro 2014, 3 p. Comentários sobre o tema, para participação em hangout dos Estudantes pela Liberdade (em 2/10/2014). Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/eleicoes-2014-o-que-os-liberais-podem.html).

2676. “O que está em jogo nestas eleições: reflexões de circunstância e de alguma constância”, Toronto, 21 setembro 2014, 3 p. Reflexões sobre o próximo pleito presidencial, num tom bastante pessimista. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.ca/2014/09/o-que-esta-em-jogo-nestas-eleicoes.html); postado novamente em 21/10/2014 (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/o-que-esta-em-jogo-nestas-eleicoes.html).

2669. “O valor do voto na democracia”, Tacoma, WA, 9 setembro 2014, 2 p. Artigo para o Tribuna News e outros jornais. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/o-valor-do-voto-na-democracia-paulo.html).

2659. “Eleições 2014: como votar, em quem votar”, Hartford, 24 agosto 2014, 3 p. Informações gerais, e voltadas para o exterior, sobre as eleições de 2014, os procedimentos e os candidatos, com links para o TSE e os jornais. Divulgado no Facebook do Consulado.

2652. “As eleições de 2014 e a questão dos votos nulos e brancos”, Hartford, 15 agosto 2014, 2 p. Argumentos sobre a importância do voto, mesmo no exterior, para os jornais Tribuna News (Danbury, 26/09/29014) e Brazil Now (Bridgeport).

2645. “A economia política das eleições: uma análise quase marxista”, Hartford, 9 agosto 2014, 7 p. Revisão da segunda parte do trabalho 2175, para adaptá-lo às circunstâncias eleitorais de 2014. Publicado no blog Diplomatizzando (10/08/2014; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/a-economia-politica-das-eleicoes-uma.html).

2644. “Declaração de voto: um manifesto pessoal”, Hartford, 9 agosto 2014, 8 p. Revisão da primeira parte do trabalho 2175, para torná-lo genérico, ou mais adaptado às circunstâncias eleitorais de 2014. Publicado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/declaracao-de-voto-um-manifesto-pessoal.html).

2638. “As eleições de 2014 e a questão dos votos nulos e brancos”, Hartford, 3 agosto 2014, 3 p. Nota, em nome do Consulado do Brasil em Hartford, sobre a importância de expressar um voto positivo nas próximas eleições presidenciais. Postado no Facebook do Consulado (em 3/08/2014 e em 3/10/2014).


2010:

Blog Eleições Presidenciais 2010: http://eleicoespresidenciais2010.blogspot.com/
       Primeira postagem em 17 de junho de 2009 (http://eleicoespresidenciais2010.blogspot.com.br/2009/06/1-mais-um-blog-dedicado-as-eleicoes.html); última postagem em 4 de novembro de 2010 (http://eleicoespresidenciais2010.blogspot.com.br/2010/11/o-avanco-da-mediocridade-marcelo-de.html); com comentários pessoais em cada postagem.

2220. “As promessas da candidata eleita: breve avaliação”, Shanghai, 1 novembro 2010, 4 p. Comentários aos treze pontos da campanha eleitoral. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/11/treze-promessas-da-candidata-agora_01.html). Republicado no site do Instituto Millenium (2.11.2010; link: http://www.institutomillenium.org.br/artigos/as-promessas-da-candidata-eleita-breve-avaliacao/).

2219. “O programa do candidato do PSDB para o Brasil: uma crítica central”, Shanghai, 31 outubro 2010, 4 p. Críticas ao programa do candidato José Serra, do PSDB, que identifica como problema central do Brasil a desigualdade. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/programa-de-governo-de-serra-um.html).

2218. “Minha declaração de voto: em quem não vou votar”, Shanghai, 29 outubro 2010, 2 p. Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/minha-declaracao-de-voto-em-quem-nao.html).

2217. “Debate Eleitoral na PUC-Rio: meu comentário a um comentário”, Shanghai, 29 outubro 2010, 5 p. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/debate-eleitoral-na-puc-rio-e-o-meu.html).

2216. “Uma transição organizada ou improvisada?: passando o bastão da presidência”, Shanghai, 28 outubro 2010, 4 p. Comentários sobre o processo de transição entre dois governos. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/uma-transicao-organizada-ou-improvisada.html).

2215. “Contra o Voto Nulo: meus critérios de escolha”, Shanghai, 27-28 outubro 2010, 5 p. Comentários sobre a inconsistência política do voto nulo ou em branco. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/minha-posicao-sobre-o-voto-nulo-paulo-r.html). Republicado no Blog da Revista Espaço Acadêmico (link: http://espacoacademico.wordpress.com/2010/10/30/contra-o-voto-nulo-meus-criterios-de-escolha/). Republicado, com nova introdução, no blog Diplomatizzando, em 4/10/2014 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/eleicoes-2014-contra-o-voto-nulo-meus.html) e no Facebook pessoal e do Consulado.

2210. “Brasil: the day after”, Tóquio, 24 outubro 2010, 2 p. Pequena reflexão sobre o legado envenenado e divisivo das eleições de 2010. Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/brasil-eleitoral-uma-pequena-reflexao.html).

2205. “Interrupção eleitoral: peço desculpas aos meus leitores”, Shanghai, 16 outubro 2010, 4 p. Considerações sobre as escolhas que deveremos fazer em 31/10/2010. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/interrupcao-eleitoral-1-peco-desculpas.html).

2201. “Alternativas de Política Externa nas Eleições Presidenciais do Brasil de 2010”, Shanghai, 12 outubro 2010, 2 p. Esquema de palestra no Centro de Estudos sobre o Brasil (CEB) do Instituto de Estudos Latino-Americanos (ILAS) da Academia de Ciências Sociais da China (CASS) em 14.10.2010, cobrindo diversos pontos: características gerais do processo eleitoral brasileiro, candidatos, partidos, etc.; temas de Relações Internacionais e de Política Externa do Brasil dos candidatos Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB) em várias áreas. Elaborado em Beijing, 13.10.2010, 3 p. e apresentado em discussão.

2175. “Declaração de voto: um manifesto quase marxista”, Zhengzhou-Shanghai, 24-26 agosto 2010, 14 p. Considerações sobre o momento político e declaração de tipo moral sobre o processo eleitoral. Postado em formato integral no blog Textos PRA (link: http://textospra.blogspot.com/2010/09/declaracao-de-voto-um-manifesto-quase.html). Revisto e adaptado para as circunstâncias eleitorais de 2014 sob o número 2644. Publicados n. 989.

2171. “A Política Externa e as Eleições Presidenciais no Brasil em 2010”, Shanghai, 12 agosto 2010, 6 p. Texto de comentários para serem lidos por ocasião de um debate sobre o tema na UnB, com a participação de professores. Blog Diplomatizzando (30/10/2010; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/politica-externa-do-brasil-e-as.html).

2141. “Declaração preventiva sobre as eleições”, Shanghai, 9 maio 2010, 3 p. Explicitando princípios e posições gerais em relação à minha postura nas próximas eleições. Postado no Blog Eleições Presidenciais 2010 (link: http://eleicoespresidenciais2010.blogspot.com/2010/05/uma-declaracao-de-principios-preventiva.html). Divulgado novamente no Blog Diplomatizzando (23/10/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/10/eleicoes-brasileiras-de-2018-declaracao.html).

2114. “A Política Externa nas Eleições Presidenciais de 2010, Brasília, 17 fevereiro 2010, 3 p. Serviu de base para matéria no Boletim ADB (jan-mar 2010).


2006:

Blog Eleições Presidenciais 2006: http://eleicoespresidenciais.blogspot.com.br/
       Primeira postagem (1) em 5/07/2006: (http://eleicoespresidenciais.blogspot.com.br/2006/07/1-inaugurando-um-novo-blog-todo-ele.html); última postagem (87) em 3/12/2006 (http://eleicoespresidenciais.blogspot.com.br/2006/12/87-os-programas-economicos-dos.html); com comentários pessoais em cada postagem.

1672. “Os programas econômicos dos candidatos: comentários informais”, Brasília, 7 outubro 2006, 6 p. Comentários a respostas oferecidas pelos comitês de campanha dos candidatos Lula e Geraldo Alckmin a questões colocadas por jornalista de O Globo. Publicado no Blog Eleições Presidenciais 2006; link: http://eleicoespresidenciais.blogspot.com/2006/12/87-os-programas-economicos-dos.html#links.

1671. “Programas da campanha presidencial: alguns comentários”, Brasília, 4 outubro 2006, 2 p. Comentários sobre as plataformas dos dois candidatos no segundo turno. Publicado no Blog Eleições Presidenciais 2006; link: http://eleicoespresidenciais.blogspot.com/2006/12/86-programas-da-campanha-presidencial.html.

1638. “Desconstruindo o Brasil: como iludir com números”, Brasília, 13 julho 2006, 6 p. Artigo sobre a brochura eleitoral do PT, “Governo Lula: a construção de um Brasil: melhor a verdade dos números”. Transcrito no blog Diplomatizzando (PRA), em 2/11/2014 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/11/costumes-petistas-comparar-com-ma-fe-e.html).

1629. “Declaração de Independência”, Brasília, 1º julho 2006, 1 p. Declaração pessoal a propósito da abertura da campanha eleitoral de 2006. Colocado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2006/07/540-declaracao-publica-proposito-da.html#links).

1609. “A política externa nas campanhas presidenciais”, Brasília, 24 maio 2006, 3 p. Revisão substantiva do trabalho 1588. Publicado em formato resumido no boletim ADB (ano XIII, nº 53, abril-maio-junho 2006, p. 8-9). Adaptado e publicado na revista Espaço Acadêmico (ano 6, n. 62, julho 2006; ISSN: 1519-6186).

1588. “A política externa nas campanhas presidenciais: antecipando o debate das eleições de 2006”, Brasília, 24 abril 2006, 4 p. Artigo introdutório ao debate sobre temas de política externa na campanha presidencial de 2006. Disponível Diplomatizando (post nº 376, link: http://diplomatizando.blogspot.com/2006/04/376-poltica-externa-nas-campanhas.html#links). Elaborado novo artigo a partir deste (trabalho nº 1609).


2002:


932. “The Upcoming Presidential Election in Brazil: Parties, Platforms, and Candidates”, Washington, 3 ago. 2002, 6 p. Dossiê sobre as eleições, em inglês, preparado para palestra dada a alunos da School of Foreign Service, do Department of State, feita na Embaixada em 06/08/2002. Divulgado no blog Diplomatizzando (22/10/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/10/eleicoes-para-americano-ver.html).

928. “Eleições presidenciais no Brasil em 2002”, Washington, 23 jul. 2002, 4 p. Dossiê preparado para divulgação no website pessoal de material relativo às relações internacionais e política externa do Brasil na campanha presidencial de 2002, constando de programas oficiais dos candidatos, análises desses programas e outros textos pertinentes. Em processo de complementação e melhoramento constante.

926. “As relações internacionais nas eleições presidenciais de 1994 a 2002”, Washington, 19 jul. 2002, 38 p. Reformulado e ampliado sob o título “A política externa nas campanhas presidenciais, de 1989 a 2002”, 21 ago. 2002, 43 p. Primeira versão como seção destacada do capítulo 6 (“A Política da Política Externa”), segunda versão como capítulo independente do livro: Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003). Revisto em abril de 2003 sob n. 1029.

895. “A esquerda francesa e a esquerda brasileira: eleições “didáticas” para políticos tradicionais”, Washington, 26 abr. 2002, 5 p. Reflexões sobre os resultados das eleições presidenciais francesas de primeiro turno e seus ensinamentos para a esquerda brasileira; revisão em 29.04.02. Publicada no site Política Brasileira Online, seçãoTextos IBEP” (Brasília, 26 abr. 2002, n. 26). Revisto e ampliado (5 p.) em 29.04.02. Publicada em Espaço Acadêmico (Maringá: UEM, Ano I, nº 12, Maio de 2002, link: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/35907; pdf: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/35907/21066). Versão revista em formato abreviado (4 p.), sob o título “As eleições francesas e a esquerda brasileira”, feita em 9.05.02. Publicado no boletim Carta Internacional (São Paulo: NUPRI-USP, a. X, n. 111, mai. 2002, p. 17). Publicado novamente no blog Diplomatizzando (18/11/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/11/eleicoes-presidenciais-na-franca-em.html). Relação de Publicados ns. 323, 325 e 337.

889. “O projeto externo como projeto nacional”, Washington-Miami-Rio de Janeiro, 31 março 2002, 4 pp. Comentários sobre as propostas de política externa dos principais candidatos nas eleições presidenciais de 2002. Publicado no site de Debater em abril de 2002 (descontinuado). Divulgado pela primeira vez no blog Diplomatizzando (22/10/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/10/seguindo-as-disputas-presidenciais-uma.html). Reinserido em pasta “PRAtexts”, sobre as eleições presidenciais de 2018, para composição de dossiê.


1998:

636. “A política externa na campanha presidencial de 1998”, Brasília, 6 setembro 1998, 10 pp. Reelaboração do trabalho nº 633, para fins de publicação em periódico como artigo independente. Revisto como trabalho nº 656 e encaminhado ao Conselho Editorial da Revista Internacional de Estudos Políticos (UERJ). Reelaboração ampliada, cobrindo as eleições de 1989 e de 1994, como trabalho nº 680. “A política externa nas campanhas eleitorais brasileiras: a experiência dos escrutínios presidenciais de 1989, de 1994 e de 1998” (04.05.99).

633. “Política externa e sistema político: as relações internacionais do Brasil nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998”, Brasília, 2 setembro 1998, 8 pp. Elaboração de Addendum sobre as relações internacionais na campanha presidencial de 1998 e adaptação dos textos relativos aos dois períodos anteriores para complemento do capítulo sobre as relações internacionais nas campanhas presidenciais. Incorporado ao livro Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: EdUFRGS, 1998), como atualização do capítulo VI, subcapítulos 6.3, 6.4. e 7. Transformado em artigo independente e revisto em 6.10.98. Inédito em sua versão completa.


1994:

454. “A Política Externa na Campanha Presidencial de 1994”, Paris, 6 de setembro de 1994, 3 pp. Resumo, para fins jornalísticos, do trabalho n° 452. Inédito.

452. “A Política Externa nas Eleições Presidenciais: Plataformas Eleitorais em 1989 e em 1994”, Paris, 27 agosto 1994, 18 pp. Texto sobre os temas de relações internacionais nas campanhas presidenciais de 1989 e 1994. Revisto e ampliado em outubro de 1994. Inédito.

430. “A política externa nas eleições presidenciais: a plataforma de um governo PT”, Paris, 18 maio 1994, 4 pp. Texto sobre as posições do PT em matéria de política externa, mencionando texto de Lula publicado no Boletim ADB. Inédito.


1986 e antes:

115. “Partidos Políticos e Política Externa”, Brasília, 27 fevereiro 1986, 3 pp. Nova versão do mesmo artigo. Publicado, sob o título “Partidos Políticos e Política Externa na Democracia”, na Gazeta Mercantil (São Paulo, 26 março 1986, p. 4). Relação de Trabalhos Publicados nº 020.

114. “Partidos Políticos e Política Externa”, Brasília, 20 fevereiro 1986, 4 pp. Versão resumida da pesquisa sobre o tema. Publicada no Jornal da Tarde (São Paulo, 28 junho 1986). Relação de Trabalhos Publicados nº 022.

100. “Partidos Políticos e Política Externa”, Brasília, 25 novembro 1985, 51 pp. Artigo sobre a interação dos partidos políticos com a política externa, do ponto de vista programático e da experiência congressual. Versão original serviu de suporte a conferência pronunciada na Universidade de Brasília em 30 novembro 1985. Trabalho revisto e ampliado em 25 fevereiro 1986. Publicado na Revista de Informação Legislativa (Brasília, Ano 23, nº 91, julho-setembro 1986, pp. 173-216) e na revista Política e Estratégia (São Paulo, vol. IV, nº 3, julho-setembro 1986, pp. 415-450). Relação de Trabalhos Publicados nºs 023 e 025.


Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 18 de novembro de 2017.

Eleicoes presidenciais na Franca em 2002 e no Brasil em 2018: alguma similaridade? - Paulo Roberto de Almeida

Escrevi este artigo logo depois do primeiro turno das eleições presidenciais na França de 2002, que viram o ex-primeiro ministro, líder do Partido Socialista, Lionel Jospin, ser rechaçado em favor do candidato de extrema direita, Jean-Marie Le Pen. O segundo turno foi ganho, como se sabe, pelo candidato da direita, gaullista, já presidente, Jacques Chirac, mas não é isso que importa. O importante é refletir sobre essas polarizações, e especular, como eu fiz em 2002, sobre o sentido das eleições para a esquerda brasileira. A esquerda venceu no Brasil em outubro, como se sabe, mas atualmente, em previsão das eleições de 2018, a mesma polarização direita-esquerda, e sobretudo a rejeição dos políticos tradicionais, pode trazer resultados inesperados.
A ver...
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 18 de novembro de 2017


A esquerda francesa e a esquerda brasileira:
eleições “didáticas” para políticos tradicionais

Paulo Roberto de Almeida
Publicada em Espaço Acadêmico (Maringá: UEM, Ano I, nº 12, Maio de 2002, link: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/35907/21066).

O primeiro turno das eleições presidenciais franceses, realizadas em 21 de abril de 2002, provocou, como é sabido, um terremoto político inesperado, num país conhecido, há várias décadas, pela tradicional divisão entre esquerda e direita. No dia 5 de maio, data do segundo turno, os franceses estão convidados a escolher entre um candidato de direita, o atual presidente Jacques Chirac, e um de extrema direita, o líder da Frente Nacional Jean-Marie Le Pen.
A eliminação do candidato socialista, o primeiro-ministro Lionel Jospin, trouxe enorme comoção, e não apenas entre os socialistas franceses. No Brasil, igualmente, sua derrota surpresa foi claramente ressentida nos meios de esquerda, cujo principal candidato às eleições presidenciais de outubro próximo, Lula, do PT, procurou ressaltar os perigos da divisão da esquerda, em lugar de expressar sua opinião sobre o pífio resultado do candidato socialista, que tinha recebido sua visita poucas semanas antes.
Mas o que representa, de fato, o resultado das eleições na França e que lições poderia ele apresentar para a esquerda brasileira, que se defronta com dilemas, senão similares, provavelmente equivalentes? Descartemos, em primeiro lugar, as explicações simplistas que redundam em explicar o sucesso do candidato direitista por tendências xenófobas que estariam latentes na população francesa e que teriam sido habilmente exploradas por Jean-Marie Le Pen. Certamente a população francesa não foi acometida por nenhum surto repentino de racismo, nem pretenderia fazer com que o próximo presidente, qualquer que seja ele, promova ou dê início a um processo sistemático de expulsão de estrangeiros, em primeiro lugar as centenas de milhares de magrebinos ou outros imigrantes islâmicos presentes no Hexágono. Não é isso exatamente que estava em causa nessas eleições, ou pelo menos não se trata, em primeiro lugar, de uma repentina impulsão anti-estrangeira por parte do eleitorado francês que teria emergido como um raio no céu azul da política gaulesa. O eleitorado francês mandou um recado aos políticos tradicionais, de esquerda e de direita, deixando de votar ou expressando um apoio de certa forma circunstancial ao candidato de extrema direita, que foi o único a tocar com alguma sinceridade nas questões que o preocupam em primeiro lugar: garantia de emprego e violência urbana.
Os resultados do escrutínio, estrito senso, são menos espetaculares do que suas consequências psicológicas. Uma totalização dos resultados obtidos pelos candidatos no primeiro turno das eleições presidenciais revela, com efeito, que a esquerda e a direita conservam, grosso modo, uma presença quase que estável no panorama eleitoral francês. Vejamos, em primeiro lugar, os números dos dezesseis candidatos e façamos, em seguida, os agrupamentos que uma lógica primária “esquerda-direita” poderia permitir.

Tabela 1

Resultados das eleições presidenciais da França

1º Turno, 21.04.02
Inscritos
40 251 881
Votantes
29 129 595
Votos válidos
28 141 988
Abstenções
27,63 %
Candidatos
Número votos
%
Jacques Chirac (presidente atual, RPR, direita)
5 664 263
19.87
Jean-Marie Le Pen (Front national, extrema direita)
4 804 385
16.86
Lionel Jospin (primeiro ministro socialista)
4 609 428
16.17
François Bayrou (centro, UDF)
1 948 535
6.83
Arlette Laguiller (trotsquista, LO)
1 629 977
5.72
Jean-Pierre Chevènement (soberanista, MDC)
1 518 633
5.32
Noël Mamère (ecologista, Verdes)
1 495 673
5.24
Olivier Besancenot (trotsquista, LCR)
1 210 505
4.24
Jean Saint-Josse (caçadores, direita, CPNT)
1 202 731
4.22
Alain Madelin (direita liberal, DL) 
1 113 428
3.90
Robert Hue (comunista, PCF)
960 703
3.37
Bruno Mégret (extrema direita, MNR)
666 979
2.34
Christiane Taubira (esquerda, PRG)
660 372
2.31
Corinne Lepage (ecologista, direita, CAP 21)
535 783
1.88
Christine Boutin (direita, FRS)
341 185
1.19
Daniel Gluckstein (trotsquista, PT)
132 712
0.46
Fonte: França: Ministère de l’Intérieur (Justiça)


Tabela 2

Resultados segundo a dicotomia esquerda-direita (em %)

Direita (Chirac, Saint-Josse, Madelin, Lepage, Boutin)
31,06
Extrema Direita (Le Pen, Mégret)
19,20
Esquerda (Jospin, Chevènement, Hue, Taubira,)
27,17
Extrema Esquerda (Laguiller, Besancenot, Gluckstein)
10,42
Centro (Bayrou, Mamère)
12,07

Uma análise preliminar desses resultados indicaria, portanto, que a esquerda, em seu conjunto, logrou preservar seu capital eleitoral (admitindo-se contar o “gaullista de esquerda” Chevènement entre suas fileiras), ainda que o candidato socialista tenha perdido muitos votos (cerca de 2,5 milhões) e que o comunista tenha sido propriamente “lapidado” (passou de 2,6 milhões em 1995 para cerca de 960 mil em 2002). A esquerda tradicional, em relação a 1995, perdeu pouco mais de 1,5 milhão de votos (mas apenas cerca de 300 mil votos, se excluídos os comunistas e os ecologistas), o que corresponde aproximadamente aos ganhos da extrema esquerda. De fato, foi a direita quem perdeu relativamente mais votos, em parte transferidos para a extrema direita representada pelos “irmãos inimigos” Le Pen e Mégret (este, um “trânsfuga” do Front National). A direita dita governamental (na qual poderia ser colocada igualmente o centro) perdeu, no total, quase 4 milhões de votos, sem que isso tenha ido beneficiar a extrema direita, que agregou menos de um milhão de votos adicionais aos resultados de 1995. Os votos faltantes na direita, portanto, foram os daqueles que se abstiveram, os verdadeiros vilões desta eleição de 2002, na qual a “participação” dos ausentes passou de 21 % em 1995 a quase 28 % agora.
Em outros termos, os resultados das eleições francesas não foram dramáticos para o conjunto da esquerda, mas é verdade que alguns dos candidatos da esquerda tradicional foram exemplarmente castigados, da mesma forma, aliás, que outros candidatos da direita governamental. A extrema direita deve ser considerada, para todos os efeitos práticos, como um agrupamento antissistema e de fato seu discurso político ataca tanto a esquerda como os representantes da direita e do centro conservador, considerados como pouco confiáveis na defesa dos “interesses do povo francês”.
No Brasil, cuja classe  política seguiu com atenção esses resultados, o candidato do PT, Lula, chamou a atenção, como vimos, para os perigos da divisão no seio da esquerda, algo tão tradicional como a multiplicação de seitas religiosas. De fato, Jospin deixou de figurar no segundo turno porque alguns dos tradicionais opositores da direita também quiseram mandar um sinal de descontentamento aos socialistas votando pelos candidatos da extrema esquerda. Mas, isso também ocorreu com os eleitores da direita tradicional. Quais seriam, portanto, os verdadeiros ensinamentos a serem tirados dessas eleições francesas?
Parece claro, em primeiro lugar, que o eleitorado francês – como eventualmente o brasileiro também poderá fazer dentro de alguns meses – mandou um sinal de nítido descontentamento em relação à classe política em seu conjunto, muito embora o castigo tenha penalizado mais claramente os candidatos tradicionais, de esquerda ou direita. Em segundo lugar, esse descontentamento se prende a razões bem específicas, que explicam o relativo sucesso da extrema direita: se trata da insegurança, tanto econômica quanto pessoal. A primeira fonte de insegurança se refere às ameaças ao emprego, representadas pelos perigos difusos da globalização – que os franceses, por atavismo antiamericano, chamam de mundialização – enquanto a segunda está diretamente ligada às ameaças bem reais de delinquência e de violência urbanas. Em terceiro lugar, no Brasil, esse tipo de sinalização seria mais suscetível de atingir os candidatos da esquerda, que são os mais identificados com uma certa leniência em relação às fontes de insegurança social.
O que, em termos mais simples, os eleitores franceses disseram aos políticos foi mais ou menos o seguinte: quero meu emprego de volta e quero que sejam eliminadas radicalmente as fontes de delinquência nos subúrbios das grandes cidades (as que são identificadas, certa ou erradamente, com a população imigrada, em primeiro lugar de origem árabe). Tudo isso tem muito pouco a ver com as diatribes anti-comunitárias do candidato Le Pen e suas ameaças de retirar a França da UE e da moeda única, mas deve provavelmente incitar o candidato Chirac a reforçar sua defesa dos esquemas “generosos” de redistribuição de recursos a grupos de interesses, entre os quais se conta a absurda (e absolutamente nefasta para os interesses brasileiros) Política Agrícola Comum.
No Brasil, igualmente, desemprego e violência serão os dois grandes temas das próximas campanhas presidenciais e não está ainda muito claro quem, da situação ou da oposição, poderá apresentar programas de governo dotados de um pouco mais de credibilidade nesses dois fortes vetores sociais. Se o candidato tradicional da esquerda parece mais propenso a defender o emprego dos já empregados, não é certo que ele seja visto como capaz de criar novas fontes de trabalho para os milhões de jovens (e outros nem tão jovens) que sobrevivem no mercado informal ou no subemprego. Por outro lado, a esquerda é vista, habitualmente, como mais leniente em relação ao “tratamento” a ser aplicado aos delinquentes, o que retira muito do apoio que lhe poderia ser concedido pela classe média ou mesmo pelas camadas ditas populares. O candidato governista, por sua vez, não terá uma campanha muito confortável nessas duas áreas, uma vez que o taxa média de desemprego tendeu a crescer no período (ainda que não dramaticamente) e que, segundo o senso comum, a violência parece ter aumentado exponencialmente.
Em que pese a crença de muitos militantes de esquerda, o eleitorado, qualquer que seja ele, tende a votar de maneira não ideológica, privilegiando mais suas preocupações do momento do que grandes programas de transformação geral da situação econômica ou política. O eleitor quer em geral que o político resolva o seu problema de emprego e de insegurança pessoal, todo o resto vindo depois, inclusive a peroração contra as políticas neoliberais e as privatizações.
Os detalhes e demandas específicas em termos de políticas setoriais surgem durante a campanha, e nesse campo a estabilidade econômica continua a ser valorizada potencialmente (ainda que seja pouco provável que ela constitua o “cabo eleitoral” que foi em 1994 e em 1998). Em todo caso, o candidato do PT não parece dispor, nesse particular, de uma boa base de partida, tendo em algum momento do passado deixado a entender que um “pouquinho” de inflação seria uma troca aceitável por um pouco mais de crescimento econômico e de criação de empregos. Em síntese, no Brasil como na França, o embate não se dará entre a esquerda e a direita, mas entre candidatos que saberão inspirar maior ou menor confiança em termos de preocupações imediatas dos cidadãos, em primeiro lugar em relação às fontes de insegurança pessoal e social. Políticos acomodados, de direita ou de esquerda: preparem-se para algumas surpresas!

Paulo Roberto de Almeida
895: 26/04/2002
revisão em 29/04/2002